sábado, 20 de enero de 2018

1998 - PIERRE VERGER Mensageiro Entre Dois Mundos






Uma produção da Conspiração Filmes, Verger é um filme sobre a vida e a obra do fotógrafo e etnógrafo francês Pierre Verger, inclui a última entrevista de Pierre Verger, um extenso material fotográfico e textos produzidos por Verger ao longo de sua vida; bem como depoimentos de pessoas que conviveram com o pesquisador.


Jorge Amado dizia que Pierre Verger (1902-1996) era "o mais baiano dos franceses". A trajetória do fotógrafo e etnógrafo francês, que chegou a Salvador em 1946, onde residiu até sua morte, faz jus a essa qualificação. 





Verger: Mensageiro entre Dois Mundos é fruto da pesquisa realizada pelo diretor Lula Buarque e o roteirista Marcos Bernstein (Central do Brasil), que estiveram na África, na França e na Bahia em busca da trajetória do fotógrafo e etnógrafo francês Pierre Verger. O filme contou com a consultoria científica do antropólogo e fotógrafo Milton Guran.

Narrado e apresentado por Gilberto Gil, Verger: Mensageiro entre Dois Mundos inclui a última entrevista de Pierre Verger (filmada um dia antes de seu falecimento, em 11 de fevereiro de 1996), extenso material fotográfico, textos produzidos por Verger e depoimentos de amigos como o documentarista Jean Rouche (Musée de l'Homme, Paris), Jorge Amado, Zélia Gattai, Mãe Stella, Pai Agenor e o historiador Cid Teixeira.

Rompida desde os anos 40, a ponte criada por Verger entre a Bahia e a África é reestabelecida no filme quando Gilberto Gil refaz o papel de Mensageiro e percorre os mesmos caminhos do fotógrafo.

Outra descoberta de Verger apresentada no filme, são os descendentes da única colonização feita por brasileiros: os "Agouda", africanos, habitantes do Benin e da Nigéria, que ainda hoje cultivam influências brasileiras trazidas por ex-escravos que retornaram do Brasil ao continente africano.

Filmado integralmente em película cinematográfica em locações no Benin, Paris e Salvador, Verger: Mensageiro entre Dois Mundos é uma co-produção de Conspiração Filmes, Globosat/GNT-Net/Sky e Gege Produções. O filme foi realizado com recursos dos co-produtores e de incentivos culturais aportados através do programa Fazcultura do Estado da Bahia pela Copene - Petroquímica do Nordeste S.A.

A sua primeira exibição nacional ocorreu em novembro de 1998 pelo canal de TV por assinatura GNT (Globosat). Desde então, o documentário vem sendo exibido em película 35mm em diversos festivais internacionais para os quais foi selecionado, como o Festival de Havana e de Montreal, o Festival Internacional de Documentários de Munique, o FilmForum de Freiburg e o Margaret Mead Festival (Nova York).

O sucesso do filme no circuito de festivais rendeu-lhe alguns prêmios, como o Grande Prêmio de Cinema Brasil, na categoria "melhor programa cultural para TV" e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema do Recife, além de participar como finalista do International Emmy Awards ‘99 USA, o mais importante prêmio internacional de TV.

Pierre Fatumbi Verger - O Personagem

Após viajar ao redor do mundo como fotógrafo, Pierre Verger radicou-se em Salvador da Bahia em 1946 onde passou a estudar as relações e as influências culturais entre o Brasil e o Golfo do Benin na África. Dentre seus diversos trabalhos destacam-se Fluxo e Refluxo, sua tese de doutorado para a Sorbonne e o livro Orixás da Bahia.

Iniciado no candomblé por Mãe Senhora, Verger se aprofundou na religião em suas viagens à África, onde se tornou babalaô e recebeu o nome de "Fatumbi", que significa "Renascido Graças ao Ifá". O Ifá é um jogo de adivinhação que originou o jogo de búzios conhecido no Brasil.

O Diretor

Lula Buarque de Hollanda, 37 anos, diretor de cinema, TV e publicidade é Mestre em Cinema Studies (New York University). Para TV, dirigiu os especiais musicais Gilberto Gil: Tempo Rei, Milton Nascimento: A Sede do Peixe e Marisa Monte: Barulhinho Bom e o documentário Filhos de Gandhy. É um dos sócios-fundadores da Conspiração Filmes. Verger: Mensageiro entre Dois Mundos é o seu primeiro longa-metragem.

Os Produtores

A Conspiração Filmes é uma associação de produtores e diretores de cinema, TV e publicidade com o grupo Icatu. Seus filmes de longa-metragem - Eu Tu Eles (Seleção Oficial do Festival de Cannes 2000), Gêmeas, Bufo & Spallanzani, Traição - são distribuídos no Brasil e internacionalmente por empresas como Columbia TriStar, Lumière e Sony Classics. Suas produções de TV - especiais musicais e documentários - são exportadas para canais internacionais que atingem mais de 30 países.

A Gege Produções é a empresa produtora responsável por todos os eventos artísticos - shows, turnês, discos, editora musical, internet, selo Geléia Geral etc. - e pelas produções audiovisuais de Gilberto Gil.

O Canal GNT da Globoast é especializado em documentários nacionais e internacionais. Através de sua política de co-produções é um dos principais (se não o principal) fomentadores da produção independente de TV no Brasil. Em sua grade destacam-se programas de linha como Manhattan Connection e GNT Fashion além de importantes séries de documentários como Futebol e Notícias de Uma Guerra Particular.

Filmes do Estação - A Distribuidora

Verger: Mensageiro entre Dois Mundos é o primeiro filme brasileiro a ser distribuído pelo Grupo Estação, empresa que atua na área de exibição e distribuição de cinema há 15 anos.

Contabilizando 16 salas no Rio de Janeiro e duas em São Paulo - dentre as quais o Espaço Unibanco de Cinema/Rio e o Top Cine/São Paulo -, além da carteira de mais de 150 filmes, como por exemplo Ghost Dog, de Jim Jarmush; Meu Nome é Joe, de Ken Loach; Goya, de Carlos Saura; Buena Vista Social Club, de Wim Wenders e as coleções de clássicos de François Truffaut e Louis Malle.

A participação do Estação no mercado de distribuição de filmes brasileiros seguirá a mesma linha que vem mantendo desde 1985 com os filmes estrangeiros, priorizando documentários, filmes experimentais e independentes.

Sinopse

Filme sobre a vida e a obra do fotógrafo e etnógrafo francês Pierre Verger, narrado e apresentado por Gilberto Gil e dirigido por Lula Buarque de Hollanda. Filmado em locações no Benin, Paris e Salvador, Verger: Mensageiro entre Dois Mundos inclui a última entrevista de Pierre Verger (filmada um dia antes de seu falecimento, em 11 de fevereiro de 1996 ), extenso material fotográfico e textos produzidos por Verger ao longo de sua vida; bem como depoimentos de pessoas que conviveram com o pesquisador como o documentarista Jean Rouche, Jorge Amado, Zélia Gattai, Mãe Stella, Pai Agenor e Cid Teixeira.

Ficha Técnica

Diretor: Lula Buarque de Hollanda
Narração e Apresentação: Gilberto Gil
Roteiro: Marcos Bernstein
Diretor de Fotografia: Cesar Charlone
Editores: João Henrique Ribeiro e Vincente Kubrusly
Som: Valéria Ferro
Música: Naná Vasconcelos
Consultor Científico: Milton Guran
Produtores: Flora Gil, Leonardo Monteiro de Barros e Pedro Buarque de Hollanda
Companhias Produtoras: Conspiração Filmes, Gegê Produções e GNT/Globosat
Patrocínio: Copene - Petroquímica do Nordeste S.A. (programa Fazcultura do Estado da Bahia)
Distribuição: Grupo Estação
País de produção: Brasil
Ano de Produção da versão para cinema (35mm): 1999
Duração: 82min
Formato: 35 mm/cor
Línguas faladas no filme: Português, Iorubá, Miná, Fon e Francês


Lista Completa de Partição em Festivais e Prêmios do Filme Verger: Mensageiro entre Dois Mundos

- Grande Prêmio Cinema Brasil, Petrópolis - Melhor Produção Cultural de TV
- Festival do Recife - Prêmio Especial do Júri
- Best Of - Sunny Side, em Marselha, França - Filme da Noite de Abertura
- Emmy Awards International, USA - Finalista
- Festival de Cinema de Havana - Seleção Oficial
- Festival de Montreal - Novo Cinema, Novas Mídias
- Festival de Documentários de Munique
- Margareth Mead, Nova York
- Festival de Cinema Africano de Milão
- New York TV Festival - Medalha de Bronze
- Festival É Tudo Verdade, São Paulo
- Festival do Rio de Cinema
- Festival de Cinema Brasileiro em Paris
- Festival de Cinema Brasileiro em Miami






Pierre Verger, Dorival Caymmi e Jorge Amado


Gil com crianças africanas na cidade de Sakete, no Benin







viernes, 19 de enero de 2018

2018 - O QUERERES / LOS QUERERES

“A estrutura é tirada do cordel. Mas também tem um pouco de ‘It ain’t me, babe’, de Bob Dylan, que diz: ‘it ain’t me you’re lookin’ for, babe’ [do disco Another side of Bob Dylan, de 1964].
Lá é diferente, mas alguma coisa em “O Quereres” lembra ese tema, do homem que fala para a mulher: ‘eu não estou onde você quer’”

[Caetano Veloso, Letra só/Sobre as letras, Pág. 56]




Letra y música: Caetano Veloso
1984
Versión en español: Caetano Veloso
2017

Donde quieres pistola, soy palmera
Donde quieres dinero, soy pasión
Donde quieres descanso, soy deseo
Si soy puro deseo, dices no
Donde no quieres nada, nada falta
Donde quieres montaña, bajamar
Donde pises el suelo, mi alma salta
Y se alza hasta el cielo en libertad

Donde quieres familia, soy chiflado
Donde quieres romántico, burgués
Donde quieres Madrid, acantilado
Donde quieres eunuco, semental
Donde quieres el sí y el no, tal vez
Donde ves, yo no percibo razón
Donde quieres paloma, soy león
Donde quieres cowboy, soy japonés

Ah! bruta flor del querer
Ah! bruta flor, bruta flor

Donde quieres el acto, soy espíritu
Donde quieres ternura, soy matón
Donde quieres el libre, decasílabo
Donde buscas el ángel, soy mujer
Donde quieres placer, traigo dolor
Donde quieres tortura, soy canción
Donde quieres hogar, revolución
Donde quieres bandido, soy dulzor

Yo quería quererte, amar, amor
Construirnos dulcísima prisión
Encontrar la más justa adecuación
Todo métrica y rima, sin dolor
Mas la vida es real y de través
Mira tú qué celada amor, me armó
Yo te quiero, y no quieres como soy
No te quiero, y no quieres como es

Ah! bruta flor del querer
Ah! bruta flor, bruta flor



Amanhã (19/1/2018) tem lançamento de "Los Quereres" em todas as plataformas digitais.

A versão em espanhol de “O Quereres” foi gravada especialmente para a abertura da novela “A Força do Querer”, comercializada pela TV Globo no mercado hispânico com o título “Querer sin límites” e estará disponível em todas as plataformas digitais a partir do dia 19/1.

Em 2017 a canção original foi regravada, com novo arranjo e produção do maestro Jaques Morelenbaum, a convite de Gloria Perez, para ser tema da novela.

Fonte: Facebook / Uns Produções e Filmes


 Janeiro 2017, Estúdio Ilha dos Sapos, Salvador (BA)










15/12/2017

La telenovela de Globo “Querer Sin Límites” inicia su carrera internacional

Después de lograr 70% de share en Brasil en su último capítulo, la novela será uno de los lanzamientos más importantes de la cadena brasilera en NATPE (National Association of Television Program Executives) Miami 2018. La responsable de este éxito es la autora Gloria Perez.


“Querer Sin Límites” será una de las apuestas más importantes de Globo para el NATPE 2018 y promete ser un Big Hit en el mercado internacional.

La telenovela cuenta la historia de tres mujeres llamativas y de personalidades distintas, cuyos destinos se cruzan con algo en común: la fuerza para luchar por lo que quieren. Exhibida en el horario estelar de Globo en Brasil, en el horario de las 21:00, la trama llamó la atención del público desde el primer capítulo y tuvo números de audiencia impresionantes, con un alcance diario promedio de 48 millones de personas. Con una historia muy cautivante, “Querer Sin Límites” fue un éxito hasta el último día y alcanzó durante su final a más de 65 millones de brasileños: de cada 10 televisores encendidos, 7 estaban sintonizados en la trama, superando una vez más su récord de audiencia.


Querer Sin Límites’ fue un fenómeno en Brasil y estamos seguros que será un éxito en el mercado internacional. Además, es una evidencia adicional del potencial de los Estudios Globo para crear historias actuales y únicas. Esta es, incluso, una de las características de nuestro catálogo. Trabajamos diariamente para seguir encantando y haciendo la diferencia en la vida de las personas y esta telenovela reúne todos los ingredientes necesarios para conquistar y emocionar a la audiencia alrededor del mundo”, comentó Raphael Corrêa Netto, Director Ejecutivo de Negocios Internacionales de Globo.

El gran éxito de la telenovela en la TV abierta también se trasladó a internet. Además de aparecer en la Social Wit List entre los estrenos de América Latina más comentados en las redes sociales en el mes de abril, la historia registró durante toda su transmisión un total de 6,5 millones de comentarios en Twitter de 570.000 usuarios únicos. Solo en la transmisión del último capítulo, la etiqueta #AForçadoQuerer tuvo 569.000 menciones, superando la marca del éxito ‘Avenida Brasil’, con un crecimiento del 97% en el buzz. Ocho términos relacionados con la telenovela entraron en los Trending Topics mundiales de Twitter.


La responsable de este éxito es Gloria Perez, que tiene un gran número de obras con licencia para el mercado internacional, como las telenovelas “El Clon” y “La Guerrera” y la serie “Ojos Sin Culpa”, además de haber ganado una estatuilla de los Emmy Internacional a la Mejor Telenovela en su curriculum por la increíble “India – Una historia de amor”. En “Querer Sin Límites”, la autora construyó tramas paralelas tan emocionantes como la principal, lo que hace la telenovela más rica todavía. Una de sus marcas registradas, el enfoque sensible de dramas humanos y temas de actualidad, además de temas importantes y presentes en el mundo contemporáneo, son importantes en “Querer Sin Límites”. Temas como el tráfico de drogas, las pasiones sin límites, la adicción al juego, la diversidad y la identidad de género son retratados a través de destacados personajes, que emocionaron al público en Brasil y prometen impactar las más diversas audiencias alrededor del mundo. Gloria Perez demuestra una vez más la capacidad que tiene una buena historia para encantar, cautivar y movilizar a la gente.


En “Querer Sin Límites”, Juliana Paes (“India – Una historia de amor” y “Gabriela”) encarna a Fabiana, una mujer ambiciosa que, por amor, deja la carrera de Derecho y termina por involucrarse con el mundo del crimen. Por otro lado, Paolla Oliveira (“Insensato Corazón” y “Rastros de Mentiras”) es la policía Jeiza que sueña con ser luchadora mientras lucha contra el crimen organizado. E Isis Valverde (“Avenida Brasil” y “El Canto de la Sirena”) interpreta a Ritinha, una joven soñadora, dividida entre la elección del gran amor y la búsqueda de la libertad.

El elenco de telenovela cuenta además con Rodrigo Lombardi (“India – Una historia de amor”), Marcos Pigossi (“Gabriela”), Lilia Cabral (“Imperio”), Débora Falabella (“Avenida Brasil”), Humberto Martins (“Gabriela”), entre otros.



Globo destaca A Força do Querer em catálogo de feira internacional
Por Guilherme Rodrigues

09/01/2018

Jeiza (Paolla Oliveira), Ritinha (Isis Valverde) e Bibi (Juliana Paes) de A Força do Querer
Fotos: Divulgação/TV Globo



Exibida entre abril e outubro de 2017, A Força do Querer, trama das 21h de Glória Perez, foi a produção escolhida pela Globo para ser o destaque de um evento no exterior.

A emissora participará na semana que vem da feira de televisão NATPE, em Miami, e decidiu que o enredo terá grande divulgação no catálogo de atrações, informou Patrícia Kogut.




Clipe internacional de A Força do Querer destaca trio protagonista e tem música de abertura em espanhol
Por Gabriel Vaquer
16/01/2018


Isis Valverde, Juliana Paes e Paolla Oliveira, protagonistas de A Força do Querer
Fotos: Divulgação/TV Globo

Nesta terça-feira (16) começou a Natpe 2018. Realizada em Miami (EUA), a feira é uma das mais importantes do mundo no que diz respeito a compra de novos formatos e produtos diferenciados para todas as TVs do mundo.

A principal aposta da Globo, maior emissora do Brasil, é a novela A Força do Querer. Principal fenômeno da TV brasileira em 2017, o folhetim de Gloria Perez tem duas versões para os gringos.

Uma versão é para o mercado inglês, que terá o nome de Edge Of Desire. A outra é a versão para o mercado hispânico, onde a Globo disputa espaço com as novelas do México e Turquia atualmente.

Por lá, o nome de A Força do Querer é Querer Sin Límites. No clipe oficial, alguns fatos chamam a atenção. O primeiro deles é que a Globo destaca bem que a novela tem três protagonistas: Ritinha (Isis Valverde), Jeiza (Paolla Oliveira) e Bibi (Juliana Paes) – mais ao fim, Bibi é quem ganha mais destaque e Ritinha acaba deixada de lado.

O outro é que a abertura do folhetim, a música O Quereres, cantada por Caetano Veloso, é apresentada em espanhol – de fato, a canção tem uma versão em espanhol, mas normalmente não existe esta alteração.


lunes, 15 de enero de 2018

2012 - AINDA CÁ [A Bahia ainda está viva aqui]

O GLOBO

8/1/2012

Ainda cá
Caetano Veloso

“A Bahia está viva ainda lá”, mandava dizer a Adalgisa do samba de Caymmi. Estou em Salvador desde a véspera de Natal e tenho a irresponsável sensação de que a Bahia ainda está viva aqui. A arquitetura feia e caótica que tomou conta das cidades brasileiras domina; o Pelourinho parece que virou uma cracolândia; o Porto da Barra não é tratado como uma joia, como deveria, mas como um depósito de lixo; as praias que dão para o mar aberto se livraram das barracas fixas, mas, sem um planejamento que acompanhasse a decisão do errático prefeito, os vendedores não ambulantes vão se ajeitando devagar e sem método, o que deixa os visitantes entre o desconforto e o medo de invasões mais perigosas; os vereadores votaram lei que permite a subida do gabarito para as construções na região em até 50%, assegurando sombra de prédio na areia antes das dez da manhã e depois das duas da tarde; enfim, o mundo acabou.

No entanto, comi acarajé da Cira à brisa da tarde no largo da Mariquita, fui à missa do Rosário dos Pretos (que continua sendo celebrada na igreja do Carmo, já que a da Irmandade do Rosário dos Pretos — aquela azul que domina a vista do Largo do Pelourinho — continua com a restauração inacabada, uns dizem que por causa das chuvas grandes que houve antes do verão, outros, que por causa de brigas entre Iphan e Ipac, sei lá), simplesmente olhei o mar azulmarinho cercando a cidade como um muro muito concreto e sobrenatural.

Essa imagem do mar como um muro me ocorreu quando me mudei para Salvador, em 1960. A essa altura eu conhecia melhor o Rio do que Salvador: tinha morado o ano de 1956 todo em Guadalupe — e ia ao Centro toda semana, a Niterói de vez em quando (para tomar banho de mar no Saco de São Francisco) e, com menor frequência ainda, à Praia Vermelha. Leblon, Ipanema, Arpoador, Copacabana — nessa ordem —, visitei algumas vezes, quando meu primo Carlos Alexandre, escrivão de polícia, resolvia fazer um passeio que ia, passando por Realengo, Bangu e Jacarepaguá, até o Recreio dos Bandeirantes, onde nos banhávamos, e voltava pelos bairros da Zona Sul.

Eu e todos os meus parentes baianos que viviam no Rio achávamos o mar do Rio menos azul do que o da Bahia. Não era exatamente isso: era a névoa permanente da Guanabara que deixa os horizontes embaçados, o céu com uma cor menos precisa e as pedras que rodeiam a Baía — e as que encaram o mar aberto — parecendo montanhas distantes. Em suma: há menos nitidez no Rio. Fui ao Arizona e vi que há menos nitidez na Bahia do que no Arizona.

Pois bem: há menos nitidez nas paisagens vivas do Rio do que nas de Salvador. Isso se expõe de forma marcante na linha dura do horizonte marinho soteropolitano. Na primeira metade dos anos 1960, estudando e namorando em Salvador, eu me surpreendia com um sólido muro azul que de repente aparecia entre duas casas de uma ladeira: o mar. Escrevi uma canção para Gal, encomendada por Arto Lindsay para o belo disco que ele produziu para ela, “O sorriso de gato de Alice”, chamada “Bahia, minha preta”, em que essa imagem do muro aparece em verso e melodia. Pois hoje à tarde, olhando da varanda de minha casa no Rio Vermelho, Catarina, a namorada de meu filho, me disse que, ao acordar e sair para o pátio, achou que o mar fosse um muro azul. Quer dizer: viva ainda.

Por que um prefeito não toma o Porto da Barra como assunto de grande importância? Por que nenhum dos que passaram pelo cargo adotou essa praia? Uma pequena enseada entre os fortes de Santa Maria e de São Diogo, em perfeito anfiteatro mirando o pôr-do-sol, com águas de temperatura fria mas não gelada e de teimosa limpidez, o Porto tem sido a praia do povo da Cidade da Bahia. Um trecho tão pequeno e tão privilegiado deveria ser tratado como uma preciosidade.

Claro, viriam os idiotas da objetividade chiar porque estarse-ia dando atenção especial a um local da cidade, gastando nele (em limpeza, iluminação, policiamento e mesmo facilitações para negociantes) o que deveria ser poupado para resolver as carências de áreas mais necessitadas. Não sou idiota, nem mesmo da objetividade, portanto não penso assim. Amei o filme “Trampolim do Forte”, em que os meninos que saltam do mini quebra-mar de Santa Maria aparecem no ar, sob a água, na superfície — e a praia do Porto tem sua crônica e seu retrato emocionado. Nesse filme, na cidade vista do mar, até os prédios que oprimem o Corredor da Vitória fazem de Salvador um lugar tão lindo quanto Istambul — ou como a Salvador do filme inacabado de Orson Welles.

O filme de João Rodrigo Matos é poderoso em sua revelação do quanto pode a Cidade do Salvador. Tudo nele tem a força que sinto aqui. Força teimosa que está na resposta dada a Glauber pelo profeta Edgar Santos quando este, reitor da UFBA, sabedor de que Glauber fazia campanha contra Martim Gonçalves, o diretor da Escola de Teatro, ouviu do futuro cineasta um pedido de contribuição para não sei que projeto: “Você não entende nada de teatro, mas passe aqui amanhã para pegar o dinheiro”.

Isso está no livro de Nelson Motta (é a grande cena do livro). O resto é história: o Cinema Novo, os atores da Escola e seus descendentes Lázaros e Wagners, a sede do Olodum construída por Lina Bardi, Daniela, Ivete e Magary Lord. Rumpilezz, Cascadura, Neojibá, Sanbone. Apesar da fase sombria (com muito sol) e de ter tanto a deplorar, não tenho outro jeito senão mandar dizer que a Bahia está viva ainda.



17/8/2010 - Sorveteria da Ribeira, Caetano e Fafa

17/8/2010 - Sorveteria da Ribeira, Fafa e Regina Casé

17/8/2010 - Sorveteria da Ribeira, Vanessa da Mata, Fafa e Caetano





"Sempre que eu posso vou a Sorveteria da Ribeira, para mim é como renovar a alma, os sabores dos sorvetes são maravilhosos, os turistas voltam para suas origens com o gosto da Bahia incorporado no seu viver." (20/1/2012)







2012 - REGINA CASÉ: CIDADÃ SOTEROPOLITANA



Regina Casé foi “confirmada” soteropolitana

Homenagem de Moisés Rocha fez justiça à intimidade da artista com Salvador 

18/09/2012 

Mais do que uma homenagem, a concessão do Título de Cidadã de Salvador à atriz e apresentadora carioca Regina Casé foi a “confirmação” da sua baianidade, como traduziu Alberto Pita, presidente do Cortejo Afro e amigo, comparando o ato à iniciação no candomblé. Ele foi um dos convidados pelo vereador Moisés Rocha, autor da iniciativa, para saudá-la na solenidade de entrega da honraria, segunda-feira (17/9) à noite.

Outro convidado especial, que emocionou a nova cidadã soteropolitana, foi o cantor e compositor Caetano Veloso, responsável pela intimidade que Regina Casé tem com a capital baiana há mais de 35 anos. “Regina é uma das pessoas que eu mais amo no mundo. Minha amiga, irmã, eterna namorada. Ela merece essa homenagem e Salvador merece Regina”, declarou o autor de “Rapte-me, Camaleoa”, música que consagrou o apelido que a atriz carrega até hoje. A música foi composta pelo baiano para a personagem Camaleoa, interpretada por ela na época do grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone, e foi cantada na sessão por Aloísio Menezes.

Um vídeo resumiu programas da apresentadora dedicados à Bahia, dando espaço para artistas locais, tanto famosos quanto novatos. Nas entrevistas com o público, ela pedia que lhe ensinassem a ser baiana e perguntava “o que os baianos têm que eu não tenho?”. As respostas eram todas do tipo “Nada, você já é baiana!”. Regina contou que apesar de ser carioca assumidíssima, parou de negar que era baiana “porque as pessoas não acreditavam”.

Casa em Salvador
A sessão não poderia ser mais baiana. Regina Casé entrou no Plenário Cosme de Farias acompanhada pelo Cortejo Afro, por Negra Jhô lançando pétalas de rosas, pelos vereadores Olívia Santana (PCdoB) e TC Mustafa (PTdoB) e pelo cantor Aloísio Menezes cantando “Sorriso negro”. Os blocos Ilê Aiyê e Olodum também se apresentaram na homenagem, que contou também com o cantor Magary Lord e a filha Kalinde, fã da apresentadora. Para a entrega do Título, Moisés Rocha chamou Caetano Veloso, Estevão Ciavatta, marido da atriz, e a filha Benedita.

Moisés Rocha ressaltou a contribuição imaterial da apresentadora para o crescimento e divulgação da cultura local: “Regina é uma artista diferenciada, porque quando chega aqui ela vai para onde os outros não vão por preconceito ou medo. Ela busca o invisível, ou o que não querem mostrar. Mostra que o popular também é inteligente e criativo”.

Sem esconder a emoção, a nova soteropolitana contou a excitação que sentiu quando avistou Salvador pela primeira vez, ainda adolescente, chegando de navio na companhia dos avós. Ali nascia uma afinidade que ela classificou como indescritível: “Desde aí surgiu um sentimento de pertencimento que está sendo coroado hoje aqui”.

Um vínculo que ficará ainda mais estreito quando for concluída, em três ou quatro meses, a restauração do casarão que comprou no Santo Antônio Além do Carmo, onde o casal pretende morar “quando a gente estiver bem velhinho”.

Regina Casé fez questão de frisar que a compra da casa foi também para salvar um imóvel bonito que estava “caindo aos pedaços” e incentivar outras pessoas a investirem no Centro Histórico, “o coração da cidade”.

Entre os amigos de Salvador, destaque para o vendedor da Sorveteria da Ribeira, Roque, “o cara que mais me denga aqui”. Compuseram a mesa, também, a amiga Ana Célia Batista, do Zanzibar, uma das incentivadoras da homenagem (juntamente com o produtor cultural Geraldo Badá); João Jorge, presidente do Olodum, e Eduardo Nascimento, representante do Irdeb.


 
17/9/2012 - Palavras do cantor e compositor Caetano Veloso Crédito: Maíra do Amaral



Entrega do Título Cidadão da Cidade do Salvador a Regina Casé
Crédito: Maíra do Amaral





Das mãos de Caetano Veloso, Regina Casé recebe título de cidadã soteropolitana

Das mãos do amigo de longa data Caetano Veloso, a atriz Regina Casé recebeu a honra do título de cidadã soteropolitana durante cerimônia em Salvador, Bahia

Regina Casé (58) é carioca da gema, todo mundo sabe. Mas na noite desta segunda-feira, 17, ela recebeu da mão do cantor baiano Caetano Veloso (70) o honroso título de cidadã soteropolitana durante cerimônia em Salvador, Bahia.

"Eu vim literalmente para essa terra de navio. Era criança quando meu pai me trouxe pela primeira vez. Depois fui reapresentada a essa cidade que tanto amo pelo amigo Caetano, que me mostrou a Bahia e esse povo que tanto tenho a agradecer", declarou Regina Casé após receber a honra dos amigos.

Emocionada, a atriz aproveitou o ensejo para agradecer aos que lhe proporcionaram este momento. "Eu já tinha uma gratidão pela Bahia e aqui estão as pessoas que tenho gratidão em vários momentos da minha vida. Caetano não precisa nem dizer, tenho um amor total, uma admiração por ele, tenho consciência do tanto que ele me fez, do tanto que ele me colocou no mundo. Ele me mostrou as coisas. Se eu tivesse de resumir toda essa cerimônia em uma palavra, essa palavra seria gratidão", afirmou a atriz.

E bem humorada acrescentou: “Não sei se fizeram boa coisa. Agora que sou cidadã vou reivindicar de verdade e brigar por essa terra que tanto amo". Que honra, hein?


Fotos: Uran Rodrigues










domingo, 14 de enero de 2018

2018 - CAETANO MORENO ZECA TOM VELOSO [10]







13/1/2018 - Foto: Pedro Tourinho / Divulgação

13/1/2018 - Foto: uns / facebook

Foto: Mila Cordeiro/Ag. A TARDE



entretenimento

Da Redação, com Osmar Marrom Martins e Marília Moreira
redacao@correio24horas.com.br
13.01.2018

Cerca de 5 mil pessoas prestigiam Caetano e filhos na Concha Acústica
Os Veloso abriram a apresentação com Alegria, Alegria e tocaram sucessos e inéditas

"Representa celebração e alegria, sem dar importância ao sentido social da herança". Foi assim que Caetano Veloso, 75 anos, sintetizou o show deste sábado (13), feito ao lado dos três filhos - Moreno, 44, Zeca, 25, e Tom, 20 - na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, para cerca de 5 mil pessoas.

A reunião familiar, que começou às 19h, lotou o espaço e foi iniciada com a música Alegria, Alegria. O clima de tranquilidade e de muita nostalgia tomou conta do local e do público, que, sentado, cantarolou em coro a maioria das músicas do show.

Aplaudiram também Caetano falar da felicidade de estar mais uma vez aqui na cidade com os filhos. Entre sucessos e inéditas, o quarteto cantou a música Trem das Cores.

Essa, revelou Caetano, foi um pedido dos filhos - que disseram ter recebido muitos pedidos para que a música fosse incluída no roteiro. O cantor também deu sua tradicional 'sambadinha'. A produção do evento não credenciou a equipe de reportagem do CORREIO para cobrir o evento. Abaixo, alguns dos momentos marcantes da apresentação.

A felicidade também está no fato de essa ser a primeira vez que os quatro passam tanto tempo juntos. "Moreno é casado, tem dois filhos e mora na Bahia. Tom mora com minha mãe, e eu com meu pai, já há um tempo, todos no Rio. Nunca tínhamos passado tempo todos juntos dessa maneira, tem sido muito bom, nossa relação se estreitou e temos dado muita risada", conta Zeca.



entretenimento

Marília Moreira
12.01.2018


Entrevista do CORREIO com Zeca Veloso:
Todo Homem foi a primeira música a ser divulgada do projeto Ofertório, álbum e DVD que vocês lançarão este ano. E, pelo que li, é também uma de suas primeiras composições - a segunda, para ser mais exata. Como foi para você ter essa música como uma espécie de "cartão de visitas" do trabalho ao lado do seu pai e irmãos?
Sinto como se fosse a primeira. Foi a primeira a parecer pronta. É ainda a mais forte entre todas as minhas e fico feliz de mostrá-la.

Queria entender como se estruturou o repertório do show - e saber também se no álbum e no DVD estarão presentes todas as músicas, na mesma ordem das apresentações. Pelo que vi, o setlist percorre canções assinadas por todos vocês, há também algumas que são cantadas mais por uns, tocadas pelos outros - você mesmo canta a música Tá Escrito, do Revelação, no bis...
O repertório foi sendo formado desde os primeiros encontros em que começamos a falar sobre o projeto, cedo no ano passado, e passou por mudanças durante os dois meses de ensaio. Já tínhamos ideias de canções que queríamos como “Um canto de afoxé para o bloco do Ilê” primeira parceria de meu pai com Moreno, que é nosso próximo single, “Clarão” de Tom, “Todo Homem”, canções que meu pai fez para nossas mães, e Ofertório, que fez para os noventa anos de minha avó Canô. Na última semana antes de estrear, fizemos mudanças radicais e tivemos que correr para nos preparar. “Tá Escrito” por exemplo, ensaiamos nos últimos dias e Xande de Pilares ensinou coisas a Tom no camarim antes da estreia. Desde o início meu pai manteve o setlist em seu computador, e o atualizava se concordasse com algum pedido ou ideia. Não que ele quisesse controlar tudo, sabíamos que era o mais capaz de pensar e dirigir um show e precisávamos dessa organização, foi muito corrido e aconteceu assim espontaneamente.

Não sei como é a sua relação com seu pai nem com seus irmãos cotidianamente. Creio que essa intimidade familiar tenha se transformado ao longo dos anos e, especialmente, a partir do momento que vocês decidiram fazer um show juntos. Isso efetivamente ocorreu? De que modo?
Com certeza. Moreno é casado, tem dois filhos e mora na Bahia. Tom mora com minha mãe, e eu com meu pai, já há um tempo, todos no Rio. Nunca tínhamos passado tempo todos juntos dessa maneira, tem sido muito bom, nossa relação se estreitou e temos dado muita risada.

O projeto foi batizado de Ofertório depois do início do shows - pergunto isso, porque nos materiais de divulgação iniciais via a turnê sendo divulgada apenas com os nomes de vocês quatro? E porquê batizá-lo desse modo?
O show começou de maneira despretensiosa, marcamos em teatros no Rio e em São Paulo com um clima de projeto pequeno e que podia não durar muito. Também produzimos muito rápido, não tivemos tempo para planejar bem. Depois da estreia foi que o show cresceu, também para nós. Quando tivemos o show gravado é que decidimos pensar em um nome para o disco e DVD, e meu pai escolheu esse. “Ofertório” é o nome do hino composto por ele para o momento do ofertório, feito para missa de noventa anos de minha avó Canô. Está no show, quase no exato meio. É um nome bem escolhido. Nosso show é uma oferta que é dada, e ele tem também algo de espiritual.

O cenário minimalista também está em relação com esse conceito, não é? Vi que ele evoca a imagem de cordão umbilical e da barriga de uma mulher que prepara outra pessoa, mas que também pode ser interpretada como a fértil mãe Terra...
O cenário é de Hélio Eichbauer. Logo quando vimos a ideia numa maquete, adoramos. O amarelo, o sol vermelho, tinha tudo a ver. A corda na verdade são quatro, como nós somos quatro, enroladas e amarradas. Pessoas tem pensado em cordão umbilical e interpretado de várias maneiras diferentes, mas não sei se Hélio nem nós pensamos em nada disso…



13/1/2018 - Alexandrino, Tom Veloso - Foto: uns / facebook






Equipamento de show de Caetano Veloso é roubado na Bahia
Violão do cantor, entre outros equipamentos, foi levado por criminosos fortemente armados. Roubo aconteceu na noite deste domingo em Maraú.

Por Letícia Macedo, G1
15/01/2018

O carro que transportava todo o equipamento de show de Caetano Veloso foi roubado na noite deste domingo (14) quando passava pela região de Itacaré, na Bahia.

A produtora e empresária de Caetano, Paula Lavigne, disse ao G1, por telefone, que o motorista que presta serviço para equipe parou para jantar em um restaurante em Maraú.


“Ele foi abordado por homens fortemente armados. Roubaram o carro, que levava uma espécie de trailer acoplado com todo o equipamento, até o celular dele. Graças a Deus ele está bem”, contou.


Carro que transportava equipamento de show de Caetano Veloso é roubado (Foto: Produção/Caetano Veloso)


Na lista dos equipamentos roubados estão dois violões (sendo um acústico Tessarin), um violoncelo, um baixo, um teclado Rhodes, iluminação, telão, figurinos e cenário.

“Foram roubados equipamentos que têm valor afetivo, como violão do Caetano”, lamentou Paula.

Caetano tinha se apresentado na Concha Acústica, em Salvador, no sábado (13), e o material era levado para o Rio de Janeiro. O próximo show do cantor será no dia 28 de janeiro.







NOTA OFICIAL DE CAETANO VELOSO
20/1/2018

Primeiro, lamentamos muito o roubo dos equipamentos do nosso show. A questão da insegurança é nacional, afeta todo o Brasil e precisa ser resolvida por toda a sociedade. Não dá pra ficar de braços cruzados diante da entrada de armas pesadas pelas nossas fronteiras, armas que matam nossos jovens e nossos policiais.
Eu estou feliz pelo desfecho da história e quero agradecer o empenho do governador baiano, que determinou a ação imediata das polícias Civil e Militar. Quero agradecer à Secretaria de Segurança Pública, à Polícia Militar e à Polícia Civil, além da solidariedade que recebi na Bahia e no Brasil. É bom saber que encontrei todo esse apoio em minha terra natal.

Muito obrigado,
Caetano Veloso.


Em tempo, segue para conhecimento de todos a lista de equipamentos e instrumentos que ainda NÃO foram encontrados:
. Violoncelo Moreno Veloso
. Um baixo elétrico
. 4 baterias de litium Shure – Modelo SB900
. 3 In-ear phones Westone – Modelo UM3X
. Microfone DPA – Modelo D:Facto II -
#série CC036
. Microfone DPA – Modelo 4061 - #série R110735
. 4 earphones Shure – Modelo ES846 #série 374
. Microfone Modelo Neuman KMS 105
. 2 body packs PSM 1000
. 2 body packs transmissores sem fio de guitarra
. Ítens o Cenário:
Pano branco (ciclorama)
Lona amarela chão (5mX9m)
Corrente para o telão
2 Moving Lights Mac Aura
1 Mesa de luminação Avolite Pearl
1 cesta com fiação para os movings lights
1 mala cinza com figurino de Caetano
1 mala azul areado com o figurino dos artistas
1 mochila preta com 9 rádios de comunicação