sábado, 23 de septiembre de 2017

1988 - FALOU AMIZADE

Música y letra: Caetano Veloso
© 1988 Saturno

Falou amizade
E por toda cidade ecoa
A letra dos livros voa
Falando amizade
Por toda cidade boa

O sonho já tinha acabado quando eu vim
E cinzas de sonho desabam sobre mim
Mil sonhos já foram sonhados quando nós
Perguntamos ao passado
Estamos sós?
Estamos sós?

Mil sonhos serão urdidos na cidade
Na escuridão no vazio a amizade
A velha amizade
Esboça um país mais real
Um país mais que divino
Masculino, feminino e plural





1988 - CAETANO VELOSO
6375 7443 / 4:10
Álbum "Dedé Mamata" [Varios intérpretes]
Trilha sonora do filme "Dedé Mamata" [Rodolfo Brandão]
Som Livre LP 402.0023, A-2.  





 








1988 - SIMONE
6341 5089 / 3:15
Álbum "Sedução"
Columbia CD 850.077, Track 9.
Discos CBS LP 231.157, B-4.
Cassete 32.157, B-4.
CBS LP 463.236-1, B-4. [Portugal]
Columbia LP JZ-20080, B-4. [1989, Venezuela]


viernes, 22 de septiembre de 2017

1972 - PORTO ALEGRE


06/04/2013 

Jornal Zero Hora

Coluna


Juarez Fonseca: Caetano, Araújo, Lupicínio

Caetano Veloso volta ao palco no qual se apresentou pela primeira vez após retorno do exílio

O músico baiano em foto de novembro de 1972 - Foto: Galeno/Hipólito / Agencia RBS

O show de Caetano Veloso no Auditório Araújo Vianna, dia 25 próximo, traz à tona antigas histórias. Ele retorna ao lugar em que se apresentou pela primeira vez em novembro de 1972, com o show da volta do exílio em Londres. Lá, o repertório básico era o do recém-lançado LP Transa, para muitos um de seus melhores discos. Tinha canções como You Don’t Know Me, It’s a Long Way, Mora na Filosofia e Triste Bahia, esta construída sobre um poema de Gregório de Matos (1636-1695), com algumas incrustações folclóricas. Pois 41 anos depois, Triste Bahia revive no show Abraçaço, que chega a Porto Alegre. Na estreia da turnê no Rio, duas semanas atrás, Caetano se espantou ao ver o público jovem entoando junto o refrão da música.

Outra canção daquele show era Volta, de Lupicínio Rodrigues. Antes de subir ao palco, Caetano manifestou à amiga Tânia Carvalho que queria conhecer Lupi. Ela se prontificou a fazer o meio de campo e o encontro ocorreu no bar Chão de Estrelas, onde atravessaram a madrugada cantando. Quase 20 anos depois, em 1991, Caetano lembraria daquela noite em uma entrevista à revista alternativa Bric a Brac, de Brasília:

– Fui ouvi-lo cantar e ele cantou coisas lindas, sem acompanhamento nenhum. Aliás, foi uma noite fantástica. Era o show que fiz com batom vermelho. Já havia tido o show da Gal e eu brincava com essa imagem. Pintava a boca com batom vermelhíssimo, e o cabelo grandão. Ficava meio Gal. Saí do show para encontrar o Lupicínio. Fui com o batom vermelho. Usava um bolerinho de cetim, uma calça justíssima, bem baixa, uns tamancos.

Lupi teria manifestado estranheza com o “modelito”?

– Nada disso, não teve nenhum clima de choque ou de espanto. Ficou na dele. Cheguei e disse: “Estou chegando do show e nem tive tempo de ir ao hotel”. Ele abriu os braços, “oh, Caetano, que alegria, sente aqui”. Muito doce. Fiquei impressionado com o estilo dele.

Menos de dois anos depois Caetano gravaria Felicidade, uma das marcas da recuperação histórica de Lupicínio, lançada com sucesso nacional poucos dias antes de sua morte, em 27 de agosto de 1974.

O Araújo que o receberá agora é completamente diferente do antigo auditório ao ar livre. Mas o show poderá ter bons momentos de evocação.








1996 - ANOS DOURADOS






Música: Tom Jobim
Letra: Chico Buarque
1986


Parece que dizes
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões
No gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor
Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais

Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
E desconcertante
Rever o grande amor
Meus olhos molhados
Insanos, dezembros
Mas quando me lembro
São anos dourados
Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
 









1996 - GRACINHA LEPORACE-MENDES E CAETANO VELOSO
Álbum “Sérgio Mendes - OCEANO”
Mercury / PolyGram CD 532.802-2.

Track 4. ANOS DOURADOS (Antonio Carlos Jobim/Chico Buarque)
/ 3:45






A música-tema da minissérie “Anos Dourados”, da TV Globo (Maio/1986), foi encomenda de Gilberto Braga, autor da trama, a Tom Jobim. A versão instrumental foi tema da abertura.
Ganhou letra depois e foi interpretada por Maria Bethânia (Álbum "Dezembros", 1986).











2002 - UMA LOIRA


Letra e música: Hervé Cordovil [1914/1979]
1959


Todos nós temos na vida
Um caso, uma loira
Você
Você também tem

Uma loira é um frasco de perfume
Que evapora
É o aroma de uma pétala de flor
Espuma fervilhante de champanhe
Numa taça muito branca de cristal
É um sonho
Um poema

Voce já teve na vida
Um caso, uma loira
Pois eu
Pois eu, eu tive tambem

Espuma fervilhante de champanhe
Numa taça muito branca de cristal
É um sonho
Um poema

Voce já teve na vida
Um caso, uma loira
Pois eu
Pois eu, eu tive tambem




2002 - MARÍLIA GABRIELA, CAETANO VELOSO E ROUPA NOVA
Álbum “Marília Gabriela - Perdida de Amor”
Universal Music CD 044006600925.

Track 2. UMA LOIRA (Hervé Cordovil)
BRMCA0200587 / 2:36







jueves, 21 de septiembre de 2017

1990 - ACALANTO

Letra: Paulo César Pinheiro
Música: Edu Lobo

Dorme que eu vou te embalar
No meu colo quente
Como a lua embala o mar
E a maré embala a gente

Dorme que eu vou te velar
Pela noite quieta
Como a chama do luar
Vela o sono dos poetas

Dorme que eu vou te ninar
No teu canto de criança
Como sempre ouvi meu pai cantar
Um acalanto de esperança 






1990 – CAETANO VELOSO
Álbum “Rá Tim Bum” [Varios intérpretes]
Trilha sonora do programa infantil "Rá-Tim-Bum" [TV Cultura S.P.]
Gravadora Eldorado LP 208.90.0620, A-2.
Gravadora Eldorado CD, Track 2.







2009
CERTEZA DA BELEZA - Caetano raridades 3 - 83>94
Caixa “Quarenta Anos Caetanos 3 – 83-94”
Universal Music CD 60251789425, Track 17.
Box 11 CDs 60251788994



lunes, 18 de septiembre de 2017

1981 - JEITO DE CORPO


Música y letra: Caetano Veloso
© 1981 Gapa/Saturno

Eu tô fazendo saber
Vou saber fazer tudo de que eu sou a fins
Logo eu cri que não crer era o vero crer
Hoje oro sobre patins
Sampa na Boca do Rio
O meu projeto Brasil
Perigas perder você
Mas mesmo na deprê
Chama-se um Gilberto Gil
Bode não dá pra entender
Torna a repetir
Transcende o marco dois mil
Barco desvela esse mar
Delta desvenda esse ar
Não me digam que eu estou louco
É só um jeito de corpo
Não precisa ninguém me acompanhar

Eu sou Renato Aragão, santo trapalhão
Eu sou Muçum, sou Dedé
Sou Zacarias, carinho
Pássaro no ninho
Qual tu me vê na tevê
Falta aprender a mentir
Entro até numas por ti
Minha identificação, registro geral
Carece de revisão
Cara, careta, dedão
Isso não é legal em frase de transição
Sou celacanto do mar
Adolescendo solar
Não pensem que é um papo torto
É só um jeito de corpo
Não precisa ninguém me acompanhar






1981 - CAETANO VELOSO
6129 3075 / 3:18
Álbum "Outras Palavras"
Philips LP 6328 303, B-7.
CD 838.465-2, Track 13. 




2000 - O TAO DO TRIO
[Suzie Franco / Cris Lemos / Helena Bel]
Álbum "Uns Caetanos"
CID CD 00527/2, Track 5.2.




domingo, 17 de septiembre de 2017

1967 - PASSEATA CONTRA A GUITARRA ELÉTRICA




© Foto Wilman /UH /Folhapress.  Passeata contra a guitarra elétrica. São Paulo, 1967.

Com o slogan “Defender o que é nosso”, a “Passeata da MPB”, que ficou conhecida como a “Passeata contra a guitarra elétrica”, aconteceu em 17 de julho de 1967, em São Paulo, saindo do Largo São Francisco e desembocando diretamente no Teatro Paramount, na avenida Brigadeiro Luís Antonio, onde ocorreria o programa Frente Ampla da MPB.





Jair Rodrigues, Elis Regina, Gilberto Gil e Edu Lobo


Liderada por Elis Regina, mais as presenças de Jair Rodrigues, Zé Keti, Geraldo Vandré, Edu Lobo, MPB-4, e até Gilberto Gil, essa passeata colocava em confronto dois tendências, uma conservadora e outra renovadora.

Chico Buarque não participou. Caetano Veloso, amigo de Gil, conta no documentário "Uma noite em 67" que ele também não foi à passeata, mas assistiu a tudo da janela do Hotel Danúbio, ao lado de Nara Leão.

Caetano dice: "Nara, acho isso muito esquisito", ele teria dito. Nara devolveu:
"Esquisito, Caetano? Isso aí é um horror! Parece manifestação do Partido Integralista. É fascismo mesmo."









1967
Revista InTerValo
Ano V - n° 237
23 a 29/7 de 1967
Editora Abril