martes, 17 de octubre de 2017

2003 - LABAREDA


Música: Baden Powell
Letra: Vinícius de Moraes
© TONGA (BMG MUSIC PUBLISHING BRASIL)


Oh, labareda te encostou 
Lá vai, lá va, labareda
Labareda te queimou
Lá vai, lá vai, labareda
Labareda te matou
Lá vai, lá vai, labareda
Oi, te matou de tanto amor
Lá vai, lá vai, labareda
Labareda
O teu nome é mulher
Quem te quer
Quer perder o coração
Rosa ardente
Bailarina da ilusão
Mata a gente
Mata de paixão
Labareda
Fogo que parece amor
Tua chama
É a chama de uma flor
Labareda
Quem te vê assim dançar
Em teus braços
Logo quer queimar





 

2003 - VIRGÍNIA RODRIGUES
Participação Especial: CAETANO VELOSO
Álbum “Mares profundos”
Deutsche Grammophon DG CD 474 196-2, Track 6. [Alemania]
Edge Music CD 474 196-2, Track 6. [Alemania]
Natasha Records CD B0000991-02, Track 6. [Brasil]




Phonographic Copyright (p): Deutsche Grammophon GmbH
Marketed By: Universal Classics Group
Manufactured By: Universal Classics Group
Distributed By: Universal Music & Video Distribution, Corp.
Copyright (c): Mario Cravo Neto

Créditos
Art Direction: Caetano Veloso
Executive Producer: Clarice Philigret, Joe Boyd, João Franklin Cavalcanti, Zezé Cortes
Producer, Arranged By: Luiz Brasil
Written-By: Baden Powell (tracks: 1 to 11), Paulo César Pinheiro (tracks: 9), Vinícius De Moraes (tracks: 1 to 8, 11) 







The diva of Salvador, Bahia returns
Virginia Rodrigues

Thursday, October 30, 2003
7:30 pm




"The new voice in Brazil." The New York Times
"The soul on display here is that of contemporary Brazil, embodied by Virginia Rodriques' extraordinary range and warm, solid voice." Rolling Stone

Until recently, Virginia Rodriques was the hidden star of Salvador, Bahia, the city considered to be the heart of Brazilian music in which African and Portuguese influences mingle. Newly found acclaim for her otherworldly contralto voice and her roots-oriented approach to traditional sambas has propelled her into the international limelight. With remarkable vocal tone and breathtaking range, she "sings with soulful spirituality and grooves with heavenly grace" (Entertainment Weekly).

Rodriques was discovered by Caetano Veloso, in her hometown, Salvador, Bahia, the heart of Brazilian music, as part of a theater production of the Olodum Theatre, a company which recruits performers from the poorest neighborhoods to create street theatre. It was this discovery that resulted in the recording and release of Sol Negro and introduced her to the international music community.

"…a singer with a stout angelic voice from the Brazilian state of Bahia. …[Rodriques] conjures a timeless, mystical Brazil where nature and spirit worlds meet and where the songs of the Afro-Brazilian pantheon share the purity of Gregorian chant." The New York Times

Tonight she will be performing selections from her new CD Mares Profundos, her first recording for Deutsche Grammophon's new label edge music. Virginia Rodrigues, her mentor Caetano Veloso, and producer/guitarist Luiz Brasil have chosen to revisit a classic song-cycle written by two Brazilian musical legends: the great poet Vinícius de Moraes ‚ a lyricist immortalized through his verses for bossa nova classics such as "A Garota De Ipanema" ("Girl from Ipanema") and "Desafinado" as well as the musical and film soundtrack of Orfeo Negro "Black Orpheus" and Baden Powell, a guitar virtuoso and composer who was more at home in samba than in bossa nova. Searching for new musical challenges, the two decided to go to Salvador/Bahia to explore the Afro-Brazilian culture which, at that time, was still almost unknown outside Brazil. The result was a collection of songs they called Afro-sambas and which they recorded in 1966 for Philips.

Virginia Rodrigues, who is proud of her Afro-Bahian and African roots and a fierce critic of Brazil's camouflaged racism, approaches these Afro-sambas in her own way and with enormous sensitivity.

A rare and beautiful treat for Northern audiences.

2003 - ASSUM BRANCO


Compositor: Zé Miguel Wisnik
© Edições Tapajós - EMI


Quando ouvi o teu cantar
Me lembrei nem sei do quê
Me senti tão só
Tão feliz tão só
Só e junto de você

Pois o só do meu sofrer
Bateu asas e voou
Para um lugar
Onde o teu cantar
Foi levando e me levou

E onde a graça de viver
Como a chuva no sertão
Fez que onde for
Lá se encontre a flor
Que só há no coração

Que só há no bem-querer
E na negra escuridão
Assum preto foi
Asa branca dói
Muito além da solidão










2003 - ZÉ MIGUEL WISNIK
Participação Especial: CAETANO VELOSO
Álbum “Pérolas aos poucos”
Trama / Maianga CD MG0901C, Track 5.
Circus Produções CD CPF 021, Track 5. [2016]




Lançado em 2003 pela Maianga e relançado pela CIRCUS em 2016, o CD foi produzido por Alê Siqueira. Pérolas aos poucos é o terceiro álbum solo de Wisnik e o primeiro que o artista conduz totalmente ao piano. “Pérolas aos poucos” é o nome também da faixa de abertura e fecho do CD. A canção é uma parceria com o poeta Paulo Neves. Pelo disco passam as participações das cantoras Ná Ozzetti, Luciana Alves, Jussara Silveira e Elza Soares. Caetano Veloso participa de “Assum branco”. Zé Miguel grava pela primeira vez “DNA” que foi apresentada no Festival de MPB de 2000 da Rede Globo. “Baião de Quatro Toques”, uma parceria com Luiz Tatit, brinca de levar Beethoven ao sertão. O Rio Grande do Sul é visitado também em “O Extremo Sul”. Wisnik musicou o poema “Anoitecer”, do mineiro Carlos Drummond de Andrade. Valsa azul” (Nélson Ferreira), “Tempo sem tempo”, composta com Jorge Mautner e “Sem receita”, com Alice Ruiz, são outras pérolas do CD.

FICHA TÉCNICA
Produzido por Alê Siqueira
Gravado e mixado por Alê Siqueira e Flávio de Souza no Estúdio Ilha dos Sapos (Salvador), entre janeiro e maio de 2003. 
Pianos gravados por Alê Siqueira e Flávio de Souza no Teatro Castro Alves (Salvador). 
Gaita (faixa 7) e teclados (faixa 12) gravados por Gustavo Lenza no YB Studios (São Paulo). 
Voz de Caetano Veloso (faixa 5) gravada por Marcelo Sabóia no Estúdio AR (Rio de Janeiro). 
Assistente de estúdio: Sandro Santos.
Produção executiva: Andréa Conceição
Arranjos: Alê Siqueira e Zé Miguel Wisnik, com a participação criativa dos instrumentistas.
Masterizado por Carlos Freitas no estúdio Classic Master.
Desenhos: Zé Tatit; reproduções dos desenhos: Nelson Kon
Foto: Bob Wolfenson
Projeto gráfico: Elaine Ramos



2003 - CÉU DA BAHIA


Compositor: Tarci
  
Bahia de todos os santos, 
De São Salvador
De Mãe Menininha do Gantois
Quem vem de lá
Sente saudade
Do paladar
E da brisa do mar de Ondina
Sol de Amaralina
Da pele morena e do vatapá

A lua de "São" Jorge Amado
Da cor do pecado
De cravo, canela e jasmim
Flutua no céu da Bahia
De noite e de dia
Na paz do Senhor do Bonfim

Na Baixa do Sapateiro
Encontrei você
No calor da folia do carnaval
Me olhou, me sorriu, me fez um sinal
Dizendo que era do Abaeté
Mas seu corpo dourado de Itapoã
Tinha um cheiro gostoso
Flor de maçã, meu amor
Iaiá, Ioiô, Iaiá...



2003 - TÁRCIO CARDO
Participação Especial: CAETANO VELOSO
Álbum “Congraçamento”
Albatroz/Trama CD ALB 87, Track 8.






Quarta-Feira, 10 de Março de 2004


Um projeto em boa companhia

Segundo CD de Tárcio Cardo conta com grandes nomes em participações e parcerias

Daniela Castro


Tárcio Cardo com o pai, o compositor Tarci, que assina as 12 músicas do disco "Congraçamento" - Foto: Dario Zalis


Tárcio Ricardo Guimarães, ou simplesmente Tárcio Cardo, tem motivos para estar sorrindo de orelha a orelha. Carioca, 29 anos, o cantor está apenas no início da carreira, mas já pode comemorar o privilégio de ter dividido o microfone com três grandes nomes da MPB. Seu segundo disco, Congraçamento, chega ao mercado lançado pela Albatroz e distribuído pela Trama, com participações especiais de Caetano Veloso, João Bosco e Ivan Lins e 12 composições assinadas pelo pai do artista, o compositor Tarci. Nas letras, a exaltação ao amor e à própria música brasileira.

"É um disco de samba-bossa-choro", definiu, em entrevista ao Folha, o cantor que chegou aos estúdios levado pelas mãos do pai. Delegado aposentado, Tarci começou a se dedicar à composição para seu próprio deleite e o gosto pela música o levou a se aproximar do meio artístico. Vale lembrar que com ele a coisa se deu também por influência paterna. "Meu avô era português, comerciante, bicheiro e seresteiro", diz Tárcio Cardo, aos risos. "Meu pai teve o primeiro contato com a música através de meu avô e eu através de meu pai", completa.

Sempre no encalço do pai, o filho Tárcio tirou partido das visitas aos camarins e logo formou seu próprio círculo de amigos, para os quais mostrou que levava jeito para a interpretação. Numa dessas ocasiões, o cantor despertou a atenção de Roberto Menescal, que o convidou para gravar um demo que abriu caminho para o primeiro disco, Tárcio Cardo, lançado em 1997 pela BMG. Em situação parecida, o cantor conheceu Caetano Veloso, que assinou o texto de apresentação de seu trabalho de estréia e prontamente aceitou o convite para acompanhá-lo nos vocais do samba Céu da Bahia em Congraçamento.

Ivan Lins, que participa da faixa Sem palavras, e João Bosco, que canta com Tárcio a canção Rios de Janeiro, foram apresentados ao cantor por seu pai, amigo dos dois artistas desde os tempos dos festivais de música estudantil da década de 60. João Donato, Hélio Delmiro, Roberto Menescal, Paulo Jobim e Marcos Suzano são alguns dos outros camaradas que participam do disco, como parceiros nas composições e nos arranjos. "Diria que foi um trabalho customizado. Todos gravaram de graça e tocaram com o maior amor", enfatiza Tárcio, que aposta na originalidade de seu trabalho. "Gosto que as pessoas ouçam sem tentar estabelecer uma comparação. Acho que consegui dar um toque pessoal ao disco".




1999 - VUELVO AL SUR



Música: Astor Piazzolla
Letra: Fernando Pino Solanas
1988


Vuelvo al Sur,
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.

Llevo el Sur,
como un destino del corazón,
soy del Sur,
como los aires del bandoneón.

Sueño el Sur,
inmensa luna, cielo al reves,
busco el Sur,
el tiempo abierto, y su después.

Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.

Te quiero Sur,
Sur, te quiero.

Vuelvo al Sur,
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.

Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.
Vuelvo al Sur,
llevo el Sur,
te quiero Sur,
te quiero Sur...














1999 – CAETANO VELOSO
Grabado en el Teatro Gran Rex de Buenos Aires, el 19 de junio de 1998.
Video “20 ANOS 20 POEMAS 20 ARTISTAS - Homenaje a las Madres de Plaza de Mayo”
[Varios intérpretes]
Página 12 / Tea Imagen VHS [Argentina]



20 años 20 poemas 20 artistas

Argentina / 1997 / 97 min / Documental / Color


Un homenaje a las Madres de Plaza de Mayo con la participación de numerosos y reconocidos actores, músicos y escritores de la Argentina y otros países; entre ellos Héctor Alterio, Miguel Angel Solá, Charo López, Caetano Veloso, Bono, León Gieco, Mario Benedetti, Sting y muchos más.

Dirección: Emilio Cartoy Díaz
Guión: Emilio Cartoy Díaz, Luis Najmias Little, Horacio J. Ríos
Fotografía: Alejandro Fernández Mouján, Rodolfo Denevi, Eduardo Safigueroa
Montaje: Nicolás Malowicki, Martín Müller
Sonido: Norberto Lipchak, Javier Barrera
Música: Iván Wyszogrod
Producción: Emilio Cartoy Díaz, Eduardo Walger, Víctor Tevah, Gustavo Oulego, Alejandro Clancy, Cristina Driga, María Ángeles Mira
Producción Ejecutiva: Claudio Ciampo, Nora Valle



MIGUEL ANGEL SOLÁ: Texto (Osvaldo Bayer)
CECILIA ROTH: “Mi Buenos Aires querido” (Juan Gelman)
ANTONIO GALA: “Madres de la Plaza de Mayo” (Antonio Gala)
CHICO BUARQUE: “¿Que hay de tu silencio?” (Chico Buarque)
VALENTINA BASSI: “Marimba” (Jorge Boccanera)
FEDERICO LUPPI: “Los Heraldos negros” (César Vallejo)
HAROLD PINTER: “Testamento” (Ariel Dorfman)
SOLEDAD BRAVO: “La vida no vale nada” (Pablo Milanés)
EUSEBIO PONCELA: “No te salves” (Mario Benedetti)
VIRGINIA INNOCENTI: Texto (F. F. Cummings)
ROA BASTOS: “Madres de pueblo” (Roa Bastos)
BEATRIZ VALDÉS: “Nana” frag. de canciones infantiles (M. Aguirre/T. Fernández)
DAVID BYRNE: Canción (Allen Ginsberg)
EDUARDO GALEANO: “El derecho de soñar” (Eduardo Galeano)
MANU CHAO: “Mentira” (Manu Chao)
LEÓN GIECO: “Salmo 16” (Ernesto Cardenal)
LEONOR MANSO: “Sé todos los cuentos” (León Felipe)
HÉCTOR ALTERIO: “Por qué habla tan alto el español” (León Felipe)
HANNA SCHYGULLA: “Los desaparecidos” (Jacques Fonsten/Jean Marie Senia)
MARIO BENEDETTI: “Desaparecidos” (Mario Benedetti)
JESÚS QUINTERO: “A Pablo Neruda en el corazón” (Rafael Alberti)
RUBÉN BLADES: “Desaparecidos” (Rubén Blades)
MILVA: “Nina Nanna 1932” (Bertolt Bretch)
ERNESTO CARDENAL: “Canto cósmico” fragmento (Ernesto Cardenal)
HUGO ARANA: “El olvido” (Mario Benedetti)
ARIEL DORFMAN: “Los demás compañeros de la celda están dormidos” (Ariel Dorfman)
STING/TRUDIE STYLER: “San Kevin y el mirlo” (Seamous Heaney)
CAETANO VELOSO: “Vuelvo al sur” (Fernando “Pino” Solanas/Astor Piazzolla)
LAURA NOVOA: “Nochebuena” (Eduardo Galeano)
JOSÉ SARAMAGO: Poema (José Saramago)
LEONARDO SBARAGLIA: “Masa” (César Vallejo)
BONO: “Madre de desaparecido” (Bono)
CHARO LÓPEZ: “Sí, me gustas tú” (Darío Fo/Franca Rame)
TATA CEDRÓN: “Canción de los tres ahogados” (Juan Gelman)
VITTORIO GASSMAN: “Hierro y pañuelo blanco” (V. Gassman)
OFELIA MEDINA: “En perseguirme mundo” (Sor Juana Inés de la Cruz)
HEBE BONAFINI: “Discurso frente a la ESMA (24/3/95)” (Hebe)
FRANKLIN CAICEDO: “Pido castigo” (Pablo Neruda)




lunes, 16 de octubre de 2017

1970 - NÃO TENHA MEDO


Letra e música: Caetano Veloso
© Gapa

Tenha medo, não, tenha medo, não
Não tenha medo, não, tenha medo, não
Nada é pior do que tudo
Nada é pior do que tudo

Nem um não, nem um senão
Nem um ladrão, nem uma escuridão
Nada é pior do que tudo
Que você já tem no seu coração mudo

Tenha medo, não, tenha medo, não
Não tenha medo, não, tenha medo, não
Nada é pior do que tudo
Nada é pior do que tudo

Nem um cão, nem um dragão
Nem um avião, nem uma assombração
Nada é pior do que tudo
Que você já tem no seu coração mudo

Tenha medo, não, tenha medo, não
Não tenha medo, não, tenha medo, não
Nada é pior do que tudo
Nada é pior do que tudo

Nem um chão, nem um porão
Nem uma prisão, nem uma solidão
Nada é pior do que tudo
Que você já tem no seu coração mudo

Tenha medo, não, tenha medo, não
Não tenha medo, não, tenha medo, não
Nada é pior do que tudo 
Nada é pior do que tudo













1970 - ELIS REGINA
6185 0233 /
Álbum "...Em pleno verão"
Philips LP R 765.112 L, B-2.
CD 811.467-2, Track 8. [1998]



2004 – QUARTETO em CY
Gravada em 1979.
Álbum “Quarenta Anos”
Universal Music 2 CD’s 602498203996, CD 2, “Raras & Inéditas”, Track 3.




1998 - PRA TODO EFEITO


Compositores: Lula Carvalho e Batatinha


Pra todo efeito
Se sambar é meu defeito
Queira me perdoar
É carnaval
Não me tire da jogada
Eu hoje sambo até de madrugada
Não existe razão
Que um samba não vença
É toda minha ilusão
E também minha crença
Mas é você o motivo
De todo esse calor
Inspiração
De um velho sonhador




1998 – CAETANO VELOSO
Álbum “Diplomacia”
[Varios intérpretes]
 / 3:05
EMI Music CD 494858-2, Track 4.












 


 


 
 



2014 - PIPOCA MODERNA - 3ª edição








Música

09/02/2014 

Marcia Castro e convidados levam público à loucura em 3ª edição do Pipoca Moderna
Caetano Veloso, Ney Matogrosso e Otto se apresentaram juntos pela primeira vez; evento reuniu mais de 2 mil pessoas
Virgínia Andrade
Com orientação e supervisão de Marcia Luz


Ney Matogrosso e Marcia Castro

O Clube Fantoches ferveu. Casa lotada. Se é mesmo verdade que todo mundo se encontra no verão de Salvador, a noite do último sábado, 8 de fevereiro, por si só faria valer a máxima. Capitaneado pela cantora Marcia Castro, o projeto Pipoca Moderna chegou à sua terceira edição tão bem sucedido quanto às edições anteriores. Na arena central, mais de duas mil pessoas pipocaram ao som da baiana e de seus ilustríssimos convidados em aproximadamente duas horas de show.

Com os versos de saudação a Iansã, Marcia Castro abriu a noite. Não demorou para que recebesse no palco seus dois primeiros convidados, a cantora paulistana Iara Rennó e o pernambucano Otto. De passagem por Salvador, além de apresentar uma canção inédita do seu repertório, Iara entoou "Todo Dia Era Dia de Índio", hit de Baby do Brasil, que será uma das convidadas do último Pipoca Moderna de 2014.

Elétrico e visceral, Otto fez o público dançar frevo ao som de 'Ciranda de Maluco' e aproveitou para homenagear o cantor Chorão, morto em março do ano passado, cantando 'Cuba', uma parceria dos dois. O ex-Mundo Livre S/A cantou ainda 'Filha', do álbum 'Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos', e 'História de Fogo', regravada por Marcia Castro no seu mais recente disco 'De Pés no Chão' (2012).

As duas atrações mais esperadas da noite não decepcionaram. No melhor estilo
Secos e Molhados, Ney Matogrosso interpretou 'Homem Com H' e carnavalizou com 'Não Existe Pecado ao Sul do Equador', de Chico Buarque. No repertório couberam ainda 'Por que a Gente é Assim' e 'Samba do Blackberry'. Caetano Veloso, por sua vez, deixou o público em estado de graça ao cantar 'Milagres do Povo' e 'Força Estranha', clássico eternizado na voz de Maria Bethânia. Não ficaram de fora do setlist do baiano 'Abraçaço' e 'Lua de São Jorge'. Muito aplaudidos, cantaram ao lado de Marcia Castro a canção 'Qualquer Coisa', embalados pelo público que, com astral lá em cima, cantou em coro todo o repertório do show. Para selar o raro encontro, Caetano e Ney se beijaram e eternizaram o momento como um dos mais belos da noite.



Para Marcia Castro, tocar em casa é sempre mais especial. "A Bahia é de um calor e uma vibração incríveis. Quando eu entro no palco do Pipoca eu sinto uma comunhão com o público. Não é um show meu para eles é um show da gente, juntos"declarou. "Todos os artistas que participaram desta noite estão encantados, em êxtase. A receptividade é muito diferente aqui e não é porque sou baiana e estou puxando a sardinha para o meu lugar", brincou a artista.

Acompanhada pela banda, Marcia aproveitou para homenagear o mestre do reggae no Brasil, Edson Gomes, com a releitura de "Malandrinha" e comemorou o encontro da noite. "Espero que o Pipoca Moderna tenha uma vida longa para que a gente tenha noites especiais como esta", disse a baiana após cantar "De Pés no Chão", lançada originalmente em 1974 por Rita Lee e faixa-título do seu último álbum.

Apesar de já ter cantado com Otto, esta foi a primeira vez que a cantora esteve
com Caetano e Ney Matogrosso em um mesmo palco. Ao tentar mensurar a importância da experiência, a baiana não encontrou uma palavra que pudesse descrever a sensação. Para Marcia, o Pipoca Moderna muito além de ser um show dela com convidados é um projeto que propõe estabelecer encontros e conexões com artistas que se gostam e se admiram, mas que por diversos motivos não conseguem se encontrar e fazer algo juntos.

"Desde que consegui confirmar esse line-up de Caetano, Ney e Otto, fiquei muito excitada, ansiosa e nervosa com o encontro, que é muito raro", e continuou: "Quando esses encontros se realizam, se concretiza para mim a verdadeira alma do Pipoca Moderna". Vale lembrar que o único encontro entre Ney Matogrosso e Caetano Veloso aconteceu há 25 anos e do baiano com Otto ainda não havia acontecido.


Marcia Castro, Caetano Veloso e Otto cantando 'Tieta' no encerramento do show

Para 2014, Marcia Castro reserva novidades. Em maio, ela deve lançar seu novo
álbum, que já esta pronto e se chamará 'Das Coisas Que Surgem'. Pela primeira
vez, lançará um disco de inéditas e autoral. Apesar dos projetos pessoais, Marcia não pensa em aposentar o Pipoca Moderna. "O projeto existe independente dos meus outros projetos", pontua a cantora e acrescenta: "Pelo menos enquanto eu tiver fôlego, porque tem que ter muita dedicação para montar um show inteiramente novo a cada semana".

No próximo dia 22, acontece o último show da temporada. Na ocasião, a anfitriã
receberá as cantoras Baby do Brasil, Karina Buhr e Gaby Amarantos, três mulheres performáticas com as quais já dividiu o palco e experiências musicais. "Vai ser uma explosão", comemorou Marcia Castro.



9/2/2014 

Caetano Veloso e Ney Matogrosso dão selinho em show na Bahia

Os cantores se apresentaram no espetáculo da cantora Márcia Castro.

do EGO, no Rio

Caetano Veloso e Ney Matogrosso levaram o público a loucura em Salvador ao darem um selinho após suas apresentações no show da cantora Márcia Castro. O trio cantou junto no evento Pipoca Moderna, na Bahia, na noite deste sábado, 8.


Caetano Veloso e Ney Matogrosso (Foto: Fred Pontes/Photorionews)

Caetano Veloso e Ney Matogrosso (Foto: Felipe Souto Maior/Agnews)

Caetano Veloso, Márcia Castro e Ney Matogrosso (Foto: Felipe Souto Maior/Agnews)


Caetano Veloso e Ney Matogrosso (Foto: Felipe Souto Maior/Agnews)

Caetano Veloso e Ney Matogrosso (Foto: Felipe Souto Maior/Agnews)