miércoles, 30 de agosto de 2017

1987 - SHOW NO GINÁSIO DA UNIVERSIDADE DE CAMPINAS (Unicamp)


Caetano Veloso, em 1987, felicitava Campinas pelo 213° aniversário.









Músicas interpretadas:

1. BOA PALAVRA (Caetano Veloso)
2. O QUERERES (Caetano Veloso)
3. OBA-LA-LÁ (João Gilberto)
4. BIM BOM (João Gilberto)
5. KALU (Humberto Teixeira)
6. TERRA (Caetano Veloso)
7. O PULSAR (Caetano Veloso/Augusto de Campos)
8. COISA MAIS LINDA (Carlos Lyra/Vinicius de Moraes))
9. CHEGA DE SAUDADE (Tom Jobim/Vinicius de Moraes)
10. EU SEI QUE VOU TE AMAR (Tom Jobim/Vinicius de Moraes)
11. TOTALMENTE DEMAIS (Arnaldo Brandão/Tavinho Paes/Robério Rafael)


Caetano fala ironicamente da gravação de um samba brasileiro titulado "Te Ador", interpretada pela cantora Joan Baez, nos anos 60.

12. NEGA MALUCA (Evaldo Ruy/Fernando Lobo) / ELEANOR RIGBY (John Lennon/Paul McCartney) / BILLIE JEAN (Michael Jackson)
13. GIULIETTA MASINA (Caetano Veloso)
14. VACA PROFANA (Caetano Veloso)
15. VOCÊ É LINDA (Caetano Veloso)
16. NOSSO ESTRANHO AMOR (Caetano Veloso)
17. CHUVAS DE VERÃO (Fernando Lobo)
18. QUALQUER COISA (Caetano Veloso)
19. SAMPA (Caetano Veloso)
20. TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA (Roberto Frejat/Cazuza)
21. MILAGRES DO POVO (Caetano Veloso)
  







2017 - COALA FESTIVAL - 4ª edição





2014 – 15/3 - COALA FESTIVAL - 1ª edição. 
O festival ocorre para comemorar o aniversário de 25 anos do Memorial.


2015 – 14/3 - COALA FESTIVAL - 2ª edição.


2016 – 3/9 - COALA FESTIVAL - 3ª edição.



2017 – 12/8 - COALA FESTIVAL - 4ª edição.


A 4ª edição do Coala Festival, que surgiu em 2014 e tem curadoria de Gabriel Andrade e Marcus Preto, vem colecionando bons shows e público recorde. A nova edição acontece no dia 12 deste mês no Memorial da América Latina, espaço onde é realizado desde a sua primeira edição. Em 2017, Caetano Veloso marca presença no line-up como a principal atração do evento e além dele também vão subir ao palco Emicida, que prepara um show especial com a participação de Rael e Fióti – ambos fazem parte do Laboratório Fantasma e lançaram discos em 2016 –, e Liniker e os Caramelows, que levam sua representatividade ao festival. Liderado pela cantora e compositora trans Liniker Barros, a banda mostra faixas do disco de estreia “Remonta”, lançado no ano passado.

Tulipa Ruiz, Rincon Sapiência e Aíla também estão no festival. Diretamente do Pará vem o Uaná System com referências sonoras e visuais combinando ritmos e grafias indígenas e outros signos regionais com o objetivo de conectar, integrar e difundir o valor de riquezas culturais das regiões amazônicas. O projeto Forró Red Light apresenta música eletrônica estruturada em cima de um baile de forró. Já o DJ, produtor e pesquisador musical Tahira também marca presença, além dos DJs EB e Shaka – que voltam para mais uma edição este ano.






Revista Rolling Stone

Coala 2017 reúne Caetano Veloso, Liniker e Emicida em dia de brasilidades e “fora, Temer”

Festival aconteceu no último sábado, 12, no Memorial da América Latina, em São Paulo, e também teve shows de Rincon Sapiência, Tulipa Ruiz e Aíla

Por ANNA MOTA E JULIA DE CAMILLO
13 de Agosto de 2017 às 18:07

Alguns dos principais nomes da música brasileira contemporânea tomaram conta do Memorial da América Latina, em São Paulo, no último sábado, 12, durante o Coala Festival 2017. As apresentações de Caetano Veloso, Emicida – acompanhado de Fióti e Rael –, Rincon Sapiência, Tulipa Ruiz, Aíla e Liniker e os Caramelows tiveram em comum o teor político e social, com manifestações contra preconceitos e violências, incluindo protestos verbais constantes contra o presidente Michel Temer (PMDB) e a favor da liberdade de Rafael Braga.
. . .

Foto: Ana Luíza Ponciano


Caetano Veloso

Devido a uma sequência de pequenos atrasos nos shows anteriores, Caetano Veloso entrou no palco do Coala apenas 30 minutos após o horário previsto, às 20h50. Mas a demora não interferiu em nada na euforia do público, que esperava ansioso a presença de um dos maiores ícones da nossa música. Sozinho, apenas com um violão, ele começou a apresentação com “Nosso Estranho Amor”.
Sem pausas, o show seguiu com “Odeio”. Entre um verso e outro, o público encontrou uma brecha para compor a canção com Caetano, embalando o nome do presidente Michel Temer logo após o verso “odeio você”, como já aconteceu em outras apresentações dele ao redor do Brasil. “London London” e “Luz do Sol” foram as próximas. As performances evidenciaram a força atemporal de Veloso, que, mesmo com um repertório por vezes inesperado e sem banda de acompanhamento, foi acompanhado durante toda a apresentação pelo coro vivaz do público.
“Baby” deu início a uma sequência de sucessos que fez a plateia vibrar. “O Leãozinho” veio depois, causando delírio, sentimento que continuou em “Menino do Rio”. Após “Minha Voz, Minha Vida”, o baiano fez a famoso ode a São Paulo com “Sampa”. A comoção foi tanta que Veloso quase não foi ouvido quando, ao final da música, embalou um pequeno trecho de “São, São Paulo”, de Tom Zé, para finalizar a homenagem.
Caetano completou 75 anos na última segunda, 7, e, para não deixar que a data passasse em branco, o público puxou um “Parabéns Para Você” depois de “Reconvexo” e “Um Abraçaço”. O canto foi seguido por “Nine Out of Ten”, em que ele clamou estar “muito vivo”, antes de dar início ao momento mais político da apresentação, com “Podres Poderes”. Ao fim da performance, Caetano declamou um breve “fora, Temer”, seguindo a tradição da tarde/noite no festival.
O show ainda contou com “Tigresa”, “Qualquer Coisa”, “Força Estranha” e “Desde que o Samba É Samba” antes dele fazer o público dançar (apenas com um violão, sem nenhum instrumento de percussão) com “A Luz de Tieta” e deixar o palco pela primeira vez. Mesmo sem Veloso, os versos de “Tieta” não pararam de ecoar pelo Memorial da América Latina, e ele retornou para mais duas músicas. Pela vastidão de sucessos, o cantor deixou, sem grandes problemas, músicas como “Sozinho” e “You Don't Know Me” de lado. As escolhidas para terminar o dia de brasilidades do Coala foram “Um Índio” e “Odara”, que, pela última vez neste sábado, 12, fez o público paulistano dançar.


FOLHA DE S.PAULO
Ilustrada

Com show de Caetano, festival Coala é marcado por gritos de 'fora, Temer'

O cantor Caetano Veloso durante apresentação no Coala Festival, no Memorial da America Latina - Foto: Greg Salibian/Folhapress

VICTORIA AZEVEDO

DE SÃO PAULO

12/08/2017

"Enquanto os homens exercem seus podres poderes/ Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos", cantou um Memorial da América Latina lotado na noite deste sábado (12). O cantor Caetano Veloso aproveitou para emendar em um "fora Temer", que levou o público a puxar mais gritos de protesto. O baiano foi o destaque da quarta edição do Coala Festival, evento dedicado à musica brasileira.

Último a se apresentar, Caetano, sozinho no palco, interpretou hits da carreira, como "Reconvexo", "Odara", "A Luz de Tieta", "Baby" e "Sampa", esta última com o refrão de "São, São Paulo" —para a alegria de Tom Zé, autor da música, que acompanhava o show na multidão.
Ao lado do veterano, o evento reuniu apresentações de nomes que se destacam na nova cena da MPB. Nos intervalos, os DJs Uaná System, Tahira, Forró Red Light, EB e Shaka revezaram-se no comando do som e deixaram um clima de festa entre o público.

A festa começou às 13h30 com show da performática Liniker e sua banda Os Caramelows. Com público animado, ela soltou a voz em canções do primeiro disco, "Remonta".
Em seguida, com poucos minutos de atraso, subiu ao palco a cantora Aíla. Expoente da cena paraense, ela cantou músicas do CD "Em Cada Verso, Um Contra-Ataque" (2016), que investe em uma sonoridade pop com distorções de rock e beats eletrônicos.

Ela foi seguida pela cantora santista Tulipa Ruiz, que apresentou repertório com faixas de sua discografia —"Dancê" (2015), "Tudo Tanto" (2012) e "Efêmera" (2010). Acompanhada de banda, ela recebeu seu pai, o guitarrista Luiz Chagas, e a cantora Liniker, para parceria na última música do set list.

Em seguida, foi a vez de Rincon Sapiência apresentar o recém-lançado "Galanga Livre". Já anoitecendo, o rapper puxou gritos de "fora, Temer", que ecoaram no público.

Penúltima atração da programação, Emicida subiu ao palco acompanhado de Rael e Fióti, seu irmão, com a frase "Libertem Rafael Braga" estampada no telão. "Como que o Joesley [Batista] está solto na rua e o Rafael Braga na cadeia?", indagou o rapper. Rafael Braga foi um dos poucos brasileiros presos e condenados na chamada Jornada de 2013, quando manifestações tomaram as ruas do país.

Além de músicas do elogiado "Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa" (2015), os convidados também deixaram sua marca com faixas de seus respectivos trabalhos.

Pouco antes das 22h, Caetano deixou o palco, encerrando o festival, com público animado. Segundo a organização, os ingressos esgotaram –a expectativa era receber 12 mil pessoas. Nos anos anteriores, o Coala já reuniu nomes como Tom Zé, Criolo, BaianaSystem e Karol Conká.






Foto: Greg Salibian / Folhapress


Liniker




lunes, 28 de agosto de 2017

2016 - Programa MINHA ESTUPIDEZ




O programa de entrevistas comandado pela atriz e escritora Fernanda Torres, estreou no canal GNT.

O nome do programa se dá porque, segundo Fernanda, são temas que ela admira, mas não domina, e mostram o tamanho de “sua estupidez”.


. . .
P: Você deve ter ouvido histórias muito curiosas…

R: O Caetano, por exemplo, disse que uma estrofe da música Um Índio foi retirada de Tristes Trópicos, ensaio do antropólogo e filósofo francês Claude Lévi-Strauss. É um texto visionário, obrigatório. Também foi bonito o momento em que o Caetano contou como o “penso, logo existo”, dito pela tia, o impactou quando ele era criança. . . .
[Fernanda Torres, 19/11/2016, Revista Veja Rio]




Cantor é o entrevistado do quinto e último episódio de “Minha Estupidez”, com Fernanda Torres

Caetano Veloso revela ter repetido de ano e diz que ficou “vadio” no Rio de Janeiro

Fernanda Torres cria coragem e vai até a casa de Caetano Veloso, que fala livremente sobre a sua formação, relembrando a primeira vez em que ouviu sua tia dizer “Penso, logo existo”, e de como a frase o impactou, aos sete anos de idade. Ele fala ainda de sua geração na Bahia dos anos 60, da homossexualidade contida nos escritos de Thomas Mann, lê um trecho de Tristes Trópicos, de Claude Levy-Strauss, sobre os estudantes brasileiros que foram formados pelo antropólogo francês, durante o período em que lecionou na USP, na década de 30 (*).

Caetano revela que uma frase desse trecho entraria na composição de “Índio”, e comenta do impacto de conhecer José Agrippino de Paula, e do quanto as ideias do escritor, autor de “Panamérica", estavam à frente do movimento que ele ajudaria a criar, a Tropicália.






(*) “Nossos estudantes queriam saber tudo; mas, em qualquer campo que fosse, só a teoria mais recente parecia merecer-lhes a atenção. Fartos de todos os festins intelectuais do passado, que, aliás, só conheciam por ouvir dizer, já que não liam as obras originais, conservavam um entusiasmo sempre disponível pelos pratos novos. Criados para respeitar apenas as ideias maduras, ficávamos expostos às investidas de estudantes de uma ignorância completa quanto ao passado, mas cuja informação tinha sempre alguns meses de avanço em relação à nossa”. “Isso é o Brasil”, explica Caetano.

domingo, 27 de agosto de 2017

2008 - PROFESSOR CAETANO

O GLOBO

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Coluna Ancelmo Gois

Professor Caetano

Caetano Veloso viajou ontem para Ribeirão Preto para falar das relações entre Bossa Nova, o Tropicalismo e o modernismo brasileiro para alunos do ensino médio do Colégio COC. A aula-show será transmitida ao vivo para alunos da rede de escolas em todo país.

Logo depois, Caetano embarca de volta para o Rio onde finaliza seu novo álbum, que deve chegar às lojas no começo do ano que vem.


Foto: Célio Messias/AE


Jornal A CIDADE
Caderno C

Quarta-Feira, 26 de Novembro 2008

"Professor" Caetano

Régis Martins


DESPOJADO Durante duas horas, Caetano Veloso fez palestra virtual para mais de 40 mil pessoas -  Foto: F.L. PITON

Antes de se tornar o sumo-sacerdote do tropicalismo, Caetano Veloso, lá pelos idos de 1950, pensou seriamente em ser professor. Pelo menos foi o que ele disse durante a palestra que ministrou de um estúdio das Faculdades COC utilizado para aulas de ensino a distância. Mais de 40 mil alunos de 280 telesalas espalhadas em unidades do colégio pelo país assistiram ao baiano falar sobre o tema Da Bossa Nova ao Tropicalismo".

Na verdade, o cantor, compositor, escritor e cineasta nas horas vagas (realizou "Cinema Falado" nos anos 80) aproveitou a abrangência do assunto para falar sobre tudo o que bem quisesse. Do fim da escravidão no país até a guerra-fria. Caetano abusou em digressões e devaneios que lhe são peculiares. Mas também demonstrou seu incrível carisma junto aos jovens.

O público formado por diretores, professores, alunos e jornalistas convidados a assistir a palestra do estúdio talvez nunca tenha visto aquele ícone da MPB de uma forma tão despojada e acessível. Caetano "abriu os trabalhos" por volta das 15h30. "Até a bossa nova, a música brasileira foi uma coletânea de amores fracassados", disse, ao falar sobre o impacto de João Gilberto e seu Chega de Saudade para a música há meio século. Para Caetano, aquele compacto de 45 rpm e que continha "Chega de Saudade" de um lado e “Bim Bom" do outro, mudou sua vida, e de muita gente, para sempre. "Foi uma bomba que se espalhou por toda a cultura nacional", afirmou.






Sentado num banquinho com o microfone à frente, de camisa pólo, óculos e cabelos branquíssimos, o sujeito abusou na erudição. Mas Caê não segue qualquer metodologia pedagógica. Apesar de ter um roteiro dos itens que iria falar numa mesinha ao seu lado, sua cabeça barroca conseguiu unir numa mesma frase, a bossa, o governo JK e o presidente da República. "Até o Lula é fruto daqueles anos. Se o JK não tivesse criado o parque industrial no ABC, em São Paulo, não teríamos um torneiro mecânico como presidente do Brasil", argumentou, para diversão dos presentes.

Por voltas das 16h50, Caê finalmente chegou ao Tropicalismo, movimento criado por ele e pelo parceiro Gil no final dos anos 60. Talvez pelo tempo que começava a se esgotar, o palestrante mostrou-se muito mais sucinto quando falou sobre a Tropicália.

"Sinceramente, gosto mais de falar sobre a Bossa Nova do que do Tropicalismo", comentou, antes de contar as causas e conseqüências do movimento que uniu guitarras elétricas a ritmos brasileiros. "Muita gente da chamada MPB virou a cara, me destratou e até chorou porque eu e Gil resolvemos misturar rock com música brasileira. Mas o importante é que pelo menos um cara nos apoiou: João Gilberto", concluiu.

Ao final, às 17h30, Caetano brindou a todos com uma versão brejeira de Chega de Saudade.

Baiano X Baiano
Caetano minimiza críticas de Tom Zé.
Durante uma entrevista coletiva no final da palestra, Caetano ainda teve tempo de falar de uma recente polêmica promovida por outro baiano tropicalista: Tom Zé. No último final de semana, Tom xingou Caetano num show em São Paulo e criticou o conterrâneo em seu blog. Tudo isso porque, acreditem, Caetano elogiou o CD novo de Tom. "Isto foi uma besteira dele. Não sei porque fez isso. O que eu posso fazer? Eu adoro o Tom Zé e ele não pode me impedir de elogiar o disco dele. Sou um cara desobediente".
E para frustração dos fãs, Caetano acabou não se encontrando com o amigo Gil, que também estava na cidade para um show no Pedro II. Depois da palestra voou para o Rio de Janeiro, onde grava seu novo disco "Zii e Zie". "Tios e Tias" em italiano. 




2010 - 5x FAVELA - AGORA POR NÓS MESMOS




23/08/10

Caetano Veloso e Djavan vão à pré-estreia do filme ‘5x Favela’

Luana Piovani, Regina Casé e Toni Garrido prestigiaram a sessão especial do longa, realizada em um cinema no Leblon, Zona Sul do Rio.

Do EGO, no Rio


Os cantores Caetano Veloso, Djavan e Toni Garrido prestigiaram a pré-estreia do filme “5x Favela” na noite desta segunda-feira, 23. Luana Piovani, Regina Case, Zezé Motta, Jonathan Haagensen e Roberta Rodrigues também estiveram na sessão especial do longa, realizada em um cinema no Leblon, Zona Sul do Rio.











sábado, 26 de agosto de 2017

2009 - JUST A FEST





Caetano Veloso confere show do Kraftwerk na plateia

por Bianca Kleinpaul


20/03/2009


O cantor Caetano Veloso curte o show do Kraftwerk - Foto Bianca Kleinpaul O Globo

RIO - Como o festival Just a Fest não tem área vip, os famosos têm que assistir aos shows na Apoteose na plateia mesmo, ao lado dos fãs das bandas Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead.




A falta da área reservada não desanimou Caetano Veloso. O cantor se misturou à plateia e conferiu o show do Kraftwerk.

- Eles são os precursores de tudo, inclusive do hip hop. Estou fascinado. É a primeira vez que assisto a uma apresentação deles - disse Caetano ao site do Globo.

Caetano vai conferir também o show do Radiohead. Na quinta-feira, ele visitou o Centro Cultural AfroReggae, em Vigário Geral, ao lado do guitarrista do Radiohead, Ed O'Brien.








O guitarrista do Radiohead, Ed O’Brien, e o cantor Caetano Veloso visitaram o Centro Cultural Waly Salomão, do Grupo Cultural AfroReggae, em Vigário Geral, no Rio, nesta quinta-feira, 19/3/2009.


2009 - HAMLET



2008
Revista BRAVO!
Junho



13/03/09
Caetano Veloso cumprimenta Wagner Moura por ‘Hamlet’

O espetáculo, dirigido por Aderbal Freire Filho, estreou nesta quinta-feira, 12, no Rio

Do EGO, no Rio


Após a primeira apresentação de “Hamlet” no Rio, Wagner Moura recebeu os cumprimentos de Caetano Veloso. O cantor baiano deu um abraço apertado no ator conterrâneo. O espetáculo estreou no Rio nesta quinta-feira, 12, no teatro Oi Casa Grande, na Zona Sul da cidade. 










babado
13/03/2009

Shakespeare para amigos: Wagner Moura estreia peça com a presença de muitos famosos

Claudia Dias

Wagner e o elenco da peça recebem o abraço de Caetano Veloso - Foto: Tony Andrade e Alex Palarea/Ag News

Depois de uma temporada de oito meses em São Paulo, Wagner Moura trouxe sua versão de "Hamlet" para o Rio de Janeiro. Na estreia, nesta quinta-feira (12) no Teatro Oi Casa Grande, ele mostrou sua alegria em estar de volta. “Estávamos querendo vir para casa, acabar a peça, dormir em casa e mostrar para os nossos amigos que moram aqui. Foi uma estreia boa”, disse.

E os amigos compareceram em peso. E todos eram unânimes em dizer que estavam ali para prestigiar, além do texto – que é um clássico -, o amigo de longa data. “Vim por causa do Wagner. Adoro ele”, dizia Caetano Veloso, ao chegar apressado. Depois do espetáculo, só elogios. “Vim por tudo, pela peça, pelo texto, mas principalmente pelo Wagner. Sou louco por ele”, completou o músico.

Dani Winits também fez questão de elogiar a performance do ator. “O espetáculo é maravilhoso. O Wagner, com certeza, é o maior ator dessa geração. Estão todos de parabéns. O Rio de Janeiro ganhou um grande presente”, disse ela. Já Fernanda Machado revelou que quase fez parte do elenco. “Fizemos "Paraíso Tropical" juntos e quando ele começou a pensar na peça chegou a cogitar o meu nome para fazer a Ofélia, mas acabou não dando. Mas amo Shakespeare e amo o Waguinho. Ele é como um irmão para mim”, contou a atriz.

O diretor, Aderbal Freire Filho, também fez questão de bajular o colega de trabalho.
“Mesmo depois de tanto tempo ainda fico com um frio na barriga, porque agora estamos mostrando a peça em casa. É maravilhoso trabalhar com o Wagner. Essa é a segunda vez e ele é um ator muito potente, nunca suficientemente elogiado”.

E Wagner devolveu o elogio: “Essa concepção nova é do Aderbal. Ele virou o meu mestre. Sempre fui um ator desgarrado, que nunca teve uma escola de teatro. Eu já tinha feito um espetáculo antes com ele. Quando pensei em montar "Hamlet", só pensei em fazer com ele. Se ele não quisesse, talvez eu nem montasse”, afirmou.

Na plateia também estavam Marcelo Faria e Isis Valverde, Andrea Beltrão, Maria Paula, Maitê Proença, Lulu Santos, Ricardo Pereira, entre outros.

viernes, 25 de agosto de 2017

1998 - PINA BAUSCH



Pina Bausch veio ao Brasil pela terceira vez em 1997 para apresentar pela primeira vez no País uma ópera, “Ifigênia em Tauris”, de Gluck, e a coreografia “Cravos”, ambas no Teatro Municipal do Rio. O impacto visual da segunda - o palco era inundado por oito mil cravos vermelhos - foi tão intenso que, ao contrário das visitas anteriores, desta vez sua obra agradou ao grande público. Essa coreografia inaugurou uma parceria jamais desfeita, entre Pina Bausch, Marion Cito nos figurinos e Peter Pabst nos cenários. E mais. Nessa ocasião a coreógrafa conheceu Caetano Veloso, a quem convidou para participar da festa de comemoração, na Alemanha, dos 25 anos da Tanztheater Wuppertal, em 1998.

Na programação de aniversário, estavam sete peças: “Ifigênia em Tauris” (1974), “Café Müller” e “Sacre” (1974), “Arien” (1979), “Viktor” (1986), “Palermo, Palermo” (1989), “Nur Du” (1996), coreografia que consagrou mundialmente a dançarina brasileira Regina Advento, e “Der Fenstputzer” (1997). Caetano participou com dois concertos. 

Em comum com o cantor e compositor brasileiro, Pina Bausch tem a participação num filme de Almodóvar, “Fala com Ela”. (AE)









São Paulo, segunda, 25 de agosto de 1997

Ópera de Gluck revela face inédita de Pina Bausch 


ANA FRANCISCA PONZIO
no Rio de Janeiro

A temporada que o grupo de Pina Bausch, o Tanztheater Wuppertal, iniciou na última sexta no Teatro Municipal do Rio, já pode ser considerada um dos acontecimentos artísticos deste ano.

Duas obras clássicas do repertório de Bausch -a ópera "Ifigenia in Tauris" (apresentada até domingo) e a peça de dança-teatro "Cravos" (que estréia quarta)- compõem a programação do Thanztheater nesta passagem pelo Brasil que, lamentavelmente, não se estende a outras cidades.

Com "Ifigenia in Tauris", o Thanztheater revelou uma face de Pina Bausch inédita aos brasileiros. Ao realizar, em 1974, sua versão para a ópera de Gluck (1714-1787), Bausch dava seus primeiros passos em direção à dança-teatro que a transformaria em uma das personalidades chaves das artes cênicas deste século.

Marcas que surgiriam nos anos seguintes, como bailarinos que choram, falam, cantam, fazendo do corpo uma expressão múltipla, não existem em "Ifigenia in Tauris", que também está longe dos ambientes claustrofóbicos das obras posteriores.

Invertendo papéis, Bausch fez de "Ifigenia in Tauris" uma ópera-balé, interpretada por bailarinos cujos corpos parecem ecoar as vozes dos cantores que, "escondidos" em camarotes do teatro, não aparecem em cena.

Convencionalmente, "Ifigenia in Tauris" é a obra mais dançada de Bausch que, nesta ópera, demonstra que também poderia ser uma mestra da coreografia pura.

Cenicamente, é um espetáculo luminoso. Em vez das sombras e da cor preta, comuns nas obras de Bausch, é o branco que predomina nos figurinos e cenários, com espaços delimitados por alvos lençóis. No papel de Ifigenia, a brasileira Ruth Amarante realiza uma interpretação esplendorosa ao lado de Dominique Mercy, um dos mais antigos bailarinos do grupo de Baush.

Para contar a história de Ifigenia (cuja morte, a pedido da deusa Artemis, libertaria os ventos necessários à navegação) Bausch já se valia do sentido de incompletude da condição humana. Mesmo exalando lirismo e harmonia, o enredo se constrói por meio de imagens evasivas, fragmentadas, que Bausch mais tarde dominaria com precisão única.

Mas, o mais curioso em "Ifigenia in Tauris" é observar que a dança ainda não se confunde com o teatro. Apesar da profunda expressividade que exige dos bailarinos, a obra tem como principal apoio a coreografia, baseada na técnica clássica e com uma teatralidade que revela a influência de Kurt Joos (um dos pioneiros da dança expressionista, de quem Bausch foi assistente).

Se tivesse parado em "Ifigenia in Tauris", a obra de Pina Bausch já seria relevante.


Apesar da inovação gigantesca que ela promoveu após esta ópera, Bausch já teria concedido à composição de Gluck a mais arrojada e atemporal das versões, cujo frescor permanece até hoje.

Espetáculo: Tanztheater Wuppertal
Quando: dias 27, 28 e 29 de agosto às 20 h; dia 31 às 17 h
Onde: Teatro Municipal do Rio de Janeiro (Pça Floriano, s/nº; tel. 021/297-4411)
Quanto: R$ 70,00 a R$ 10,00 (reservas: 021/262-3935)




O Estado de S.Paulo, 30/8/1997



O festival cultural dirigido por Pina Bausch aconteceu pela primeira vez em 1998, por ocasião da comemoração dos 25 anos de existência da companhia "Teatro-Dança de Wuppertal" (Alemanha).







Na ocasião em que Caetano esteve em Wuppertal, em 14 de outubro de 2001, atuando como um dos principais convidados de Pina Bausch no festival internacional de cultura organizado por ela, o baiano contou como conheceu a amiga:

"Pessoas ligadas ao ambiente de teatro e de dança falavam muito nela quando se referiam ao Gerald Thomas, dizendo que ele tinha muita influência de Pina. Quando Gerald voltou para o Brasil e começou a dirigir suas peças, fui assistir a quase todas, mas não achei isso, não. Achei Pina Bausch parecida com o Trate-me Leão [obra do grupo teatral carioca Asdrúbal Trouxe o Trombone, que tinha Perfeito Fortuna e Regina Casé como integrantes]".





São Paulo, sábado, 24 de outubro de 1998.

TEATRO-DANÇA


Caetano festeja Pina Bausch na Alemanha

CARLOS GARDIN (*)
especial para a Folha

Caetano Veloso é hoje a bola da vez em Wuppertal (Alemanha), localidade que adotou uma das mais famosas companhias de dança do mundo, a de Pina Bausch. O cantor protagoniza um show-homenagem para a coreógrafa que comemora 25 anos de sua dança-teatro na cidade alemã.

E Wuppertal, até o dia 31 deste mês, se converte num espaço de celebração mundial da trajetória inovadora de Bausch.

Os convidados para a festa confirmam as referências e a importância desta artista para a diversidade da arte no século 20: Sankai Juku, do Japão; Marie Claude Pietragalla, da Ópera de Paris; o grupo Rosas, da Bélgica; Mikhail Baryshnikov; companhias de Bali e hip hop dance da Alemanha.

De quebra, o mundo terá a oportunidade rara de presenciar uma síntese do trabalho realizado pela homenageada em 25 anos de coreografias que foram causadoras das mais radicais mudanças na linguagem da dança neste século.

Pina Bausch apresentará oito de suas principais coreografias, começando por uma das primeiras, "Ifigênia em Táuris", de 1974, que foi apresentada no Rio de Janeiro no ano passado.

Trata-se de um momento único em que se pode verificar com clareza a evolução da linguagem do movimento que fundamenta o estilo específico dessa artista -cujo trabalho não só revolucionou o conceito da dança como interferiu na linguagem do teatro com um diálogo perturbador.

Ela criou sua linguagem própria na busca incansável da síntese do movimento no espaço. A sua referência primeira são os gestos recolhidos no cotidiano das pessoas.


Seus bailarinos/atores, além de exibirem uma técnica precisa, fruto de um árduo trabalho, são pesquisadores do movimento.

Colhem suas idéias na pesquisa pelas ruas das cidades do mundo, idéias que são transformadas numa celebração poética do palco, numa encenação radical que, como uma cápsula, ao ser deflagrada, provoca o espectador pela forma, pelos sentidos e pela construção lógica.

O padrão de Bausch é a diversidade. Sua síntese é a da mônada, ou seja, a do signo que contém inúmeras possibilidades de sentido, que passam pelo sensorial até atingir o lógico e o intelectual. Por isso, a diversidade como marca está presente em todos os níveis do seu trabalho: seus bailarinos são de múltiplas raças, a sonoplastia utilizada nas coreografias contém desde clássicos a canções populares de diferentes países.

Os bailarinos são também atores no sentido de executarem ações dramáticas, e essa atitude cênica fez com que o teatro, depois de Bausch, tivesse que se alimentar da capacidade de movimento do corpo na dança. O corpo, enfim, é visto como signo e, como tal, tem intenções de provocar interpretações tanto lógicas como sensoriais.

A festa de 25 anos de dança-teatro de Pina Bausch em Wuppertal consagra a síntese da diversidade. Como queria Oswald de Andrade, uma forma canibal de ser.

(*) Carlos Gardin é doutor em Comunicação e Semiótica, professor do Departamento de Jornalismo da PUC-SP e diretor de teatro.




Novembro 2001

Solo para Pina Bausch — Caetano Veloso brilha em festival da coreógrafa alemã

Wuppertal, Alemanha - O doce bárbaro de Santo Amaro fechou sua turnê européia de 2001 participando no dia 14 de outubro do festival internacional de cultura organizado pela prestigiada coreógrafa Pina Bausch e sua companhia, o Wuppertaler Tanztheater. Caetano, que já tinha sido em 1998 uma das maiores estrelas das comemorações dos 25 anos do grupo de Pina, fez um show solo em que se deu ao requinte de interpretar canções em francês, italiano, espanhol, inglês e, claro, português, encantando do começo ao fim uma platéia tão serena, quanto extasiada.




Era uma homenagem das mais condizentes à essa artista que possui bailarinos das mais diversas partes do mundo e que surpreende Caetano desde a montagem que ele assistiu anos atrás de «Um Grito Ouviu-se na Montanha», no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. «Fiquei completamente apaixonado pelo espírito da obra dela, que tem uma vida impressionante, rara em artes da representação», afirmou Caetano, que já tinha gravado a marchinha carnavalesca «Dama das Camélias», de Braguinha e Alcir Pires Vermelho, como um tributo à Pina em seu álbum «Omaggio a Federico e Giulietta», de 1999.

O festival deste ano, que aconteceu de 12 a 28 de outubro, trouxe como destaques o coreógrafo e dançarino japonês Saburo Teshigawara, o violinista húngaro Félix Lajkó, além do diretor espanhol Pedro Almodóvar, que terá três de seus filmes exibidos no evento. Outro brasileiro convidado por Pina Bausch para a mostra de cultura foi o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos.

Vários espetáculos de Pina foram reapresentados como «Os Sete Pecados Capitais», «Venha Dançar Comigo», «O Dido», além da sua útima peça, inspirada no Brasil, que ela vem apresentando pelo mundo afora com sucesso. 



Carisma à toda prova 


O show de Caetano Veloso bem que poderia ter durado mais do que os seus setenta minutos. A platéia que lotou os setecentos lugares da Schauspielhaus pagou cerca de oitenta reais pelo ingresso e parecia não querer voltar mais para casa, depois que ouviu «Coração Vagabundo», «Cajuína», «Menino do Rio», «Terra» e a porto-riquenha «Lamento Borincano», dentre outras. A inclusão no roteiro de «Manhatã», composição que Caetano escreveu sobre Manhattan, Nova York, extraída do disco Livro, de 1997, foi muito oportuna, dando densidade comovente ao concerto, com seus versos tornados mais trágicos depois dos ataques ao World Trade Center: «todos os homens do mundo/ voltaram os seus olhos para aquela direção» (...) «e aqui dançam guerras/ no meio da paz das moradas de amor». 



Caetano iniciou sua performance com muita timidez, mas a reverência a Bertolt Brecht e Kurt Weill com Stars Fall on Alabama já insinuava que o tropicalista estava afiado para o evento. E o cenário não poderia ter sido mais feliz, com um rochedo litorâneo criado por Peter Pabst para Masurca Fogo, peça encenada minutos antes. Ali, como que à beira-mar, Caetano foi de «Qualquer Coisa» a «Leãozinho», espalhando aquele sorriso largo que os caricaturistas tanto adoram. Desacostumado com tanta passividade da platéia, o artista começou a instigar os poucos brasileiros presentes a subverter o silêncio do público, no que foi atendido prontamente. 



O grande momento da noite nasceu de um comentário que Caetano fez para Peter Pabst à época em que ele tinha assistido Masurca Fogo pela primeira vez, em São Paulo. O cantor e compositor baiano tinha imaginado que cantava «Garota de Ipanema» na cena em que as bailarinas do espetáculo aparecem deitadas sobre o rochedo. Resultado: o coreógrafo topou com entusiasmo a sugestão involuntária de Caetano e quando o músico começou a cantar o clássico de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, as meninas de Pina reentraram no palco para se banhar ao sol sobre as pedras do cenário. A platéia foi ao delírio e com ela um Caetano em total estado de graça.


Felipe Tadeu [Jornalista especializado em música brasileira e produtor do programa radiofônico Radar Brasil (Rádio Darmstadt). Radicado na Alemanha desde 91.]




Fevereiro de 2011.

Caetano Veloso entra na trilha de documentário sobre Pina Bausch [Pina, Wim Wenders]



P: Recentemente o cineasta Wim Wenders mandou um e-mail pra você pedindo a música Leãozinho para um documentário sobre a coreógrafa Pina Bausch. Como foi isso? E como era seu contato com ela?

R: Eu tive contato com Pina diretamente aqui no Brasil. Eu fui apresentado a ela pela Monique Gardenberg quando teve uma apresentação em que ela estava envolvida. Houve um jantar na casa dela para a Pina e para o pessoal da companhia, e eu fui e a conheci Pina. Eu sou louco pelo trabalho dela. E comecei a falar com ela sobre o que eu tinha achado, com a maior cara de pau. Ela não gostava que se falasse teoricamente sobre o que ela estava fazendo. Eu sabia disso, falei mesmo assim.

Mas ela gostou de mim. E ficamos amigos, ela chegou a me chamar para participar daqueles festivais que ela fazia em Wuppertal. E uma vez ela até conjugou a minha apresentação com o balé dela. Eu estava cantando Garota de Ipanema e ela usou o cenário do Masurca Fogo: as moças de biquíni sentam numa pedra, como se estivessem tomando sol. Elas refizeram toda aquela cena enquanto eu cantava.

Então eu tinha contato com ela. Ela veio em minha casa. Uma vez ela veio para o meu aniversário. Era uma mulher muito querida e eu adorava os espetáculos dela.

E ela botou o Leãozinho numa peça que chama-se Para as Crianças de Ontem, Hoje e Amanhã. E é uma cena muito linda a do Leãozinho. É um solo de um bailarino espetacular. E o Wim Wenders estava pedindo as autorizações para as coisas que ele tem que usar para o filme da Pina e me mandou um e-mail, pedindo Leãozinho. E eu dei. Respondi dizendo que sim e ele me respondeu de novo dizendo que vinha a São Paulo para uma exposição dele de fotografia. Ele queria que eu fosse para a gente se encontrar. Eu disse que não podia, mas então ele quer que eu esteja presente se possível no lançamento do filme no Brasil. Eu estou louco pra isso porque o trailer é lindo. E saber que ele fez em 3D me animou dez vezes mais, porque se há uma coisa pra que o 3D no cinema foi inventado é um espetáculo da Pina Bausch.

[Caetano Veloso, entrevista a Renato Beolchi, Jornal do Brasil, 19/02/2011]









Lutz Förster: "Leãozinho", de Caetano Veloso











Quase dois anos após a sua morte, a companhia que a alemã Pina Bausch fundou e dirigiu, retornou à cidade em 2011 para uma série de apresentações no Brasil.

A Tanztheater Wuppertal Pina Bausch trouxe ao Theatro Municipal, no Rio de Janeiro – onde estivera pela última vez em 1997 – o espetáculo Ten Chi (Céu e Terra), uma das últimas criações da coreógrafa (días 5, 6 e 7 de abril de 2011).

Em seguida, a peça fez temporadas em São Paulo (Teatro Alfa) e Porto Alegre (Teatro do Sesi).




Rio de Janeiro, 5/4/2011